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Presidentes da Câmara e do Senado vão tratar de temas populares para evitar CPI do Master

Apesar da pressão pública, o assunto CPI (Comissão Parlametar de Inquérito) do Master tem sido evitado pelos presidentes da Câmara e do Senado. Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) já fizeram chegar aos aliados que não vão instalar a comissão para apurar as fraudes do banco.

Com a volta do recesso de Carnaval, a oposição vai fazer barulho, mas interlocutores dos dois presidentes dizem que ambos vão aproveitar para pautar temas populares e deixar o assunto Master na gaveta. A PEC (proposta de emenda à Constituição) da Segurança Pública, o acordo Mercosul-UE e o fim da escala 6x1 são alguns exemplos.

Na Câmara, há 15 pedidos de CPI na fila, e Hugo Motta já disse, em outras ocasiões, que respeitaria essa ordem de instalação.

A pressão recai sobre Davi Alcolumbre, mas senadores afirmam que ele não vai mexer no vespeiro em ano eleitoral. A avaliação é que o desgaste pode se multiplicar de forma incontrolável, comprometendo partidos e o tamanho das bancadas no Congresso Nacional.

Além disso, outro fator que pesa é o desdobramento das fraudes do Master em fundos de previdência estaduais. No início de fevereiro, o Amapá Previdência foi alvo de uma operação da PF (Polícia Federal) que apura a aplicação de recursos dos servidores em carteiras do Master. Alcolumbre é um dos políticos mais influentes do estado.

Apesar disso, a pressão deve continuar. Mesmo com apoio tardio do PT à CPI, o deputado Rogerio Correia (PT-MG) diz ser favorável à instalação. "Vai ser o terceiro tiro no pé que o bolsonarismo vai dar", disse numa referência às CPIs mistas do 8 de Janeiro e do INSS.

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