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Procurador aliado de Maduro que já acusou Lula de ser agente da CIA renuncia ao cargo na Venezuela

O procurador-geral da Venezuela, Tarek William Saab, renunciou ao cargo nesta quarta-feira (25). Até então chefe do Ministério Público do país, Saab era um dos principais aliados de Nicolás Maduro e atuou na perseguição política a opositores do regime chavista.

Em 2024, Saab ganhou notoriedade no Brasil ao acusar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de ser agente da CIA, o serviço de inteligência dos EUA. Na época, ele criticou o governo brasileiro por exigir a divulgação das atas da eleição presidencial que declarou vitória a Maduro.

"Para mim, Lula foi cooptado na prisão. Essa é a minha teoria", disse, à época. "Lula, que não é o mesmo que saiu da prisão, por tudo que acusou agora, não é o mesmo em nada: nem em seu físico, nem em como ele se expressa."

Após a eleição, Saab teve papel central na perseguição a adversários que acusaram o governo Maduro de mentir sobre o resultado. Organismos internacionais afirmam que o opositor Edmundo González venceu a disputa com ampla vantagem, com base nas atas divulgadas por aliados do candidato.

Um mês após as eleições de julho de 2024, Saab acuou a líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, de ser responsável por arquitetar protestos contra o governo. Ela acabou sendo responsabilizada criminalmente pelas mais de 20 mortes registradas durante as manifestações.

No mês seguinte, ele pediu a inclusão do nome do presidente da Argentina, Javier Milei, na lida vermelha da Interpol após a Justiça argentina determinar a prisão de Maduro por violações dos direitos humanos.

Em setembro do ano passado, quando as tensões entre Estados Unidos e Venezuela começaram a crescer, Saab pediu que a ONU investigasse os ataques norte-americanos contra barcos que supostamente transportavam drogas no Caribe.

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