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Procurador pede afastamento de chefe do IBGE e cita risco à credibilidade

O procurador aponta risco à credibilidade do PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil. Ele afirma que a atuação de Pochmann compromete a autonomia científica do instituto e abre espaço para o uso político das estatísticas oficiais.

A representação denuncia a perseguição e a troca de técnicos experientes por funcionários recém-contratados. Segundo o procurador, a mudança ocorre por critérios ideológicos e fere regras básicas da administração pública, configurando um aparelhamento do órgão.

O documento também aponta a criação ilegal da Fundação IBGE+. A estrutura paralela surgiu sem aprovação de uma lei específica e ignorou um parecer da AGU (Advocacia-Geral da União), que considerou a medida nula.

O procurador alerta para o risco de prejuízo aos cofres públicos. "O descrédito nas estatísticas oficiais, notadamente no cálculo do PIB e nos índices de inflação, possui elevado potencial de causar dano ao erário", diz o pedido de afastamento.

A gestão atual também ameaça a divulgação de dados da construção civil. O procurador cita falhas na renovação de acordos com a Caixa, o que pode interromper o Sinapi, sistema usado para controlar custos de obras públicas.

Histórico no governo e críticas

Márcio Pochmann assumiu a presidência do IBGE em agosto de 2023. Professor da Unicamp e filiado ao PT desde os anos 1980, ele comandou o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) durante o segundo mandato do presidente Lula.

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