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Quem bloqueia código no STF fortalece fama de pior tribunal de todos os tempos

O juiz Oliver Wendell Holmes dizia que a Corte Suprema dos Estados Unidos assemelhava-se a nove escorpiões dentro de uma garrafa. O Supremo Tribunal Federal brasileiro tem 11 ministros e passa pelo pior momento de sua existência.

Já houve casos de choque entre o tribunal e o Executivo. Às vezes os choques deram-se com o Congresso, mas foram leves. Desta vez, o curso de colisão é com a opinião pública. Uma pesquisa da Quaest revelou que, pela primeira vez, a porcentagem de pessoas que não confiam no Supremo Tribunal (49%) superou a dos que confiam (43%).

Essa novidade ocorre num cenário que não envolve divergências políticas. O que desgasta o Supremo Tribunal são condutas pessoais, autoritarismos, blindagens e até mesmo farofas.

O ministro Edson Fachin pôs na mesa a discussão da necessidade de um código de conduta e foi repelido por alguns de seus pares como se propusesse um veneno.

A banda do Supremo que bloqueia o código ainda não se deu conta de que está fortalecendo a ideia de que o atual Pretório Excelso pegou fama como o pior tribunal de todos os tempos.

Maxwell na rede

Está na rede a edição eletrônica do livro "Globalização do Século 18: A Conspiração de Minas e o Atlântico Revolucionário", do professor Kenneth Maxwell, autor do celebrado "A Devassa da Devassa".

Com novos documentos, ele revisita a tentativa de envolvimento dos Estados Unidos com a conspiração dos mineiros. Em 1786, o estudante Joaquim Maia e Barbalho tratou do assunto com Thomas Jefferson, então embaixador dos Estados Unidos na França. Jefferson não queria encrenca com Portugal.

O pano de fundo dessa história foi um pequeno livro, com uma coletânea de documentos da revolução americana. Dois exemplares do livrinho estavam no Brasil e um passou pelas mãos de Tiradentes.

Os "americanos ingleses", como eram chamados os subversivos da época, foram citados 90 vezes nas devassas da Inconfidência Mineira e os livros revolucionários tiveram 15 menções. Gente perigosa, aqueles americanos.

Nesse livro, Maxwell faz uma audaciosa afirmação: "José Bonifácio era tudo o que Thomas Jefferson gostaria de ter sido".

A perigosa coletânea de textos ficou nos arquivos até 1860, quando o historiador Alexandre de Mello Moraes doou-a à biblioteca pública de Florianópolis.

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