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'Queremos asfixiar financeiramente as organizações criminosas', diz Durigan

Irregularidades foram identificadas por informações da e-Financeira. O sistema da Receita é utilizado para monitorar saldos e movimentações financeiras a partir do ano passado. "Graças a essas informações para fazer o combate do fluxo financeiro do crime organizado, outras seis instituições financeiras foram identificadas dentro de um conjunto de operações de organizações criminosas", afirmou.

Instituições financeiras eram utilizadas para lavagem de dinheiro. A operação aponta que as seis instituições financeiras alvejadas na operação de hoje movimentaram mais de R$ 26 bilhões entre 2022 e 2025. Uma única delas teria efetivado depósitos de mais de R$ 1 bilhão em espécie de 2022 a 2024. "[Esse fluxo] acende o sinal de alerta dos órgãos de inteligência", disse Durigan.

"Vamos seguir avançando com essas operações", garantiu Durigan. O ministro afirmou que a união da Receita Federal com os órgãos de combate às irregularidades persiste na intenção de identificar bancos paralelos da organização criminosa para lavar dinheiro de diversas maneiras, inclusive com criptomoedas.

Operação Fluxo Oculto cumpriu 59 mandados de busca e apreensão. A ação da Receita foi realizada em parceria com o MPSP (Ministério Público do Estado de São Paulo) e o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado). Participaram da operação cerca de 135 auditores-fiscais, analistas-tributários e servidores administrativos do Fisco.

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