A realme começou 2026 com um lançamento audacioso: o P4 Power, primeiro smartphone com bateria de 10.001 mAh anunciado oficialmente para o mercado brasileiro. Até bem pouco tempo, esse patamar era praticamente exclusivo de power banks e celulares “rugged”. O lançamento da fabricante chinesa, entretanto, é um smartphone comum, com espessura de 9,08 milímetros (mm) e peso de 219 gramas. Além da bateria robusta, sua ficha técnica inclui telona AMOLED com brilho de 6.500 nits e processador MediaTek de 4 nanômetros (nm), com foco em eficiência energética.
Tive um contato breve, de apenas dois dias, com o realme P4 Power. Apesar de curto, o período foi suficiente para formar impressões sobre quesitos como desempenho, bateria e ergonomia no uso real. Nas linhas a seguir, confira a ficha técnica do realme P4 Power e como o celular se saiu no dia a dia. Vale esclarecer que, até a publicação desta matéria, o smartphone ainda não tinha preço definido no Brasil.
realme P4 Power estreia no Brasil com superbateria de 10.001 mAh; testamos — Foto: Ana Letícia Loubak/TechTudo realme P4 Power estreia no Brasil com superbateria de 10.001 mAh; testamos
O índice abaixo reúne todos os tópicos abordados nesta matéria de primeiras impressões do realme P4 Power.
- Ficha técnica do realme P4 Power
- Design leve e fino para a categoria
- Tela curva e extremamente brilhante
- Desempenho: números altos e impacto mínimo na bateria
- Bateria: a verdadeira estrela do P4 Power
- Uma nova tendência na indústria?
Ficha técnica do realme P4 Power
- Tela: AMOLED HyperGlow 4D Curve+, 144 Hz, 6.500 nits
- Processador: MediaTek Dimensity 7400
- Memória RAM: 12 GB
- Armazenamento: 256 GB
- Câmeras traseiras: 50 MP (Sony IMX882) + 8 MP
- Câmera frontal: 16 MP
- Bateria: 10.001 mAh
- Sistema: realme UI 7.0 sobre Android 16
- Conexões: sem informações
- Cores: Prata Power e Laranja Flash
- Data de lançamento: 29 de janeiro
- Preço: não informado
Design leve e fino para a categoria
Quando pensamos em um celular com bateria de 10.000 mAh, logo imaginamos um tijolão, como os modelos da Blackview. Nesse sentido, o realme P4 Power é uma surpresa positiva, com seus 9,08 mm de espessura. Apesar de ser mais grosso que celulares convencionais — meus aparelhos pessoais, por exemplo, têm 7,8 mm (iPhone 15) e 6,5 mm (Galaxy Z Flip 7), a espessura impressiona diante da capacidade da bateria. Para efeito de comparação, um carregador portátil típico de 10.000 mAh costuma ter cerca de 18 mm de espessura, praticamente o dobro.
realme P4 Power tem 9,08 mm de espessura — Foto: Ana Letícia Loubak/TechTudo Na mão, o peso de 219 gramas não incomoda. O celular é relativamente leve para o que entrega e não passa aquela sensação de “tijolão” que muitos modelos com bateria gigante costumam transmitir. Mas um ponto no qual o P4 Power segue os chamados "rugged phones" é a resistência: as certificações IP69, IP68 e IP66 protegem o aparelho contra jatos de água de alta pressão e alta temperatura, enquanto a tecnologia ArmorShell protege a carcaça de impactos.
O design segue a proposta "Transparent View Design", que revela parte da estrutura interna como elemento estético. Há padrões inspirados em circuitos e até parafusos aparentes. É um conceito interessante, mas pessoalmente não me agradou. O modelo testado foi o Prata Power, mas há também a versão Laranja Flash, que chama mais atenção e lembra o laranja cósmico do iPhone 17 Pro.
Detalhes do design do realme P4 Power — Foto: Ana Letícia Loubak/TechTudo Tela curva e extremamente brilhante
Além da bateria, a realme apostou alto na tela. Para o P4 Power, a fabricante escolheu o painel HyperGlow 4D Curve+, com bordas curvas que dão uma cara mais premium ao celular, alta frequência de 144 Hz e brilho máximo anunciado de até 6.500 nits.
Na prática, a tela entrega cores vivas, alta nitidez e fluidez na reprodução de mídias. Mas o destaque do display é, sem dúvidas, o brilho: por ser muito alto, ele elimina qualquer dificuldade de leitura sob sol forte.
realme P4 Power tem tela curva de 144 Hz — Foto: Ana Letícia Loubak/TechTudo Se, por algum motivo misterioso, o nível máximo não for suficiente, há ainda uma opção para ativar o "brilho extra" e atingir um nível de luminosidade fora da faixa padrão. Não recomendo o recurso para uso ambientes internos, porque o brilho exacerbado incomoda e compromete o conforto da experiência de visualização.
Desempenho: números altos e impacto mínimo na bateria
Equipado com o processador Dimensity 7400 Ultra, o realme P4 Power aposta em um chip fabricado em processo de 4 nanômetros, com foco em em eficiência energética. Segundo a realme, a plataforma entrega até 25% mais eficiência em relação à geração anterior — um número que faz bastante sentido dentro da proposta de um celular pensado para durar longe da tomada.
No teste rápido de desempenho, o celular marcou 1.013.158 pontos no AnTuTu, um resultado sólido para a categoria. Mais interessante do que o número bruto foi o impacto mínimo no conjunto: a bateria caiu apenas 3%, enquanto a temperatura subiu 8,7 °C durante o teste.
Com 12 GB de RAM e 256 GB de armazenamento, o sistema se manteve fluido o tempo todo, sem engasgos perceptíveis. O desempenho não tenta competir com flagships focados em jogos extremos, mas entrega sobra para multitarefa, consumo de mídia e até sessões mais longas de jogos — sempre com foco em eficiência energética.
Bateria: a verdadeira estrela do P4 Power
A bateria de 10.001 mAh é, sem dúvidas, o grande destaque do realme P4 Power — mas o diferencial aqui vai além da capacidade bruta. Segundo a marca, este é o primeiro smartphone do mundo com bateria acima de 10.000 mAh a receber certificação cinco estrelas da TÜV Rheinland, com expectativa de até oito anos de vida útil. Para isso, a realme combina uma arquitetura de cinco camadas de proteção, gerenciamento inteligente por IA e uma série de testes rigorosos, incluindo choque térmico e variações extremas de temperatura.
A empresa explica que a maior longevidade vem de dois fatores principais. O primeiro é o uso de sua mais recente tecnologia de bateria baseada em óxido de lítio-cobalto, combinada com carregamento inteligente por IA e um algoritmo de controle de perda de silício, que atua tanto no hardware quanto no software para preservar a saúde da célula ao longo do tempo.
realme P4 Power é primeiro celular do Basil com bateria e 10.000 mAh — Foto: Ana Letícia Loubak/TechTudo O segundo é que, quanto maior a bateria, menos ela precisa ser carregada. Isso reduz o número de ciclos completos e, consequentemente, a taxa de degradação. De acordo com a realme, enquanto o P4 Power tem um DOU (Day of Use) estimado de dois dias, um celular com bateria de 7.000 mAh costuma ficar em torno de 1,3 dia. Ao longo de um ano, isso significa cerca de 182 ciclos de carga no P4 Power, contra 280 ciclos em um modelo de menor capacidade — uma redução de aproximadamente 35% na degradação da bateria no mesmo período.
Em um dia de uso moderado, com cerca de 4 horas de tela ligada, navegação no Instagram, consumo de vídeos no YouTube e streaming de músicas no Spotify, saí de casa às 6h10 com 100% e cheguei às 23h40 com 75% de carga restante, sem qualquer modo de economia ativado. Nesse mesmo ritmo, o sistema estimava mais 1 dia, 8 horas e 25 minutos de uso. Ao ativar o modo de economia de bateria, a previsão subia para 1 dia, 10 horas e 33 minutos.
Além disso, conduzi alguns testes usando o aplicativo Battery Drain Speed Tester, que simula cenários de reprodução de vídeos, navegação, captura de fotos, gravação de vídeos e mais para fornecer insights sobre a performance da bateria. Programei o app para fazer o realme P4 Power consumir 10% de carga em cada atividade. O resultado foi o seguinte:
- 🎥 Queda de 10% após 1,2 hora de gravação de vídeos (taxa de descarga por minuto: 0,13%);
- 🎬 Queda de 10% após 2,7 horas de streaming de vídeo (taxa de descarga por minuto: 0,08%);
- 📸 Queda de 10% após 1,3 hora tirando 8.284 fotos sem parar (taxa de descarga por minuto: 0,12)%.
A velocidade de carregamento também surpreende, considerando o tamanho da bateria. Usando o carregador de 80W Ultra, que está incluso na caixa do P4 Power, o celular levou cerca de 1h40 para ir de 0 a 100%. Há ainda um modo de aceleração manual e carregamento reverso de 27 W, capaz de transformar o P4 Power em um power bank.
realme P4 Power vem com carregador de 80W — Foto: Ana Letícia Loubak/TechTudo Uma nova tendência na indústria?
O realme P4 Power é um celular que existe para provar um ponto: já é possível ter mais de 10.000 mAh em um smartphone “normal”, sem cair no segmento dos modelos "tijolões" e desconfortáveis. Mas essa não é uma ruptura isolada. Em 2025, a realme já havia chamado atenção com o GT7 e sua bateria Titan de 7.000 mAh. Agora, ao quebrar o próprio recorde, a marca reforça que o avanço em baterias faz parte de uma estratégia consistente, e não apenas de um experimento pontual. Se esse caminho vai se tornar padrão na indústria, ainda é cedo para dizer, mas o recado está dado.
realme GT7 entrou para o Guiness com sua bateria robusta de 7.000 mAh — Foto: Ana Letícia Loubak/TechTudo 🎥 Galaxy Z Trifold: testamos o dobrável com três telas da Samsung
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6 dias atrás
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