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Rivais do Irã pressionam EUA contra ataque, mas Casa Branca vê bombardeio como provável, diz jornal

Arábia Saudita, Omã e Catar alertaram que bombardeio poderá elevar o preço do petróleo, além de provocar instabilidades regionais. Informações são do 'The Wall Street Journal'.


  • Rivais do Irã no Oriente Médio estão pressionando os Estados Unidos para não atacarem o país, revelou o jornal “The Wall Street Journal” nesta terça-feira (13).

  • Apesar disso, autoridades da Casa Branca dizem que é mais provável que um bombardeio seja ordenado.

  • O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem dado sinais de que pode autorizar um ataque a qualquer momento.

  • Atualmente, o Irã enfrenta uma onda de protestos provocada pela crise econômica. Segundo organizações de direitos humanos, centenas de manifestantes foram mortos.

 o que esperar dos protestos no Irã?

Análise: o que esperar dos protestos no Irã?

Rivais do Irã no Oriente Médio estão pressionando os Estados Unidos para não atacarem o país, revelou o jornal “The Wall Street Journal” nesta terça-feira (13). Apesar disso, autoridades da Casa Branca dizem que é mais provável que um bombardeio seja ordenado.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem dado sinais de que pode autorizar um ataque a qualquer momento. Atualmente, o Irã enfrenta uma onda de protestos provocada pela crise econômica. Segundo organizações de direitos humanos, centenas de manifestantes foram mortos.

Um ataque dos Estados Unidos neste momento teria como objetivo derrubar o regime do aiatolá Ali Khamenei. Ainda nesta terça-feira, Trump pediu que os manifestantes continuassem protestando e afirmou que “ajuda está a caminho”, sem detalhar o que isso significa.

Segundo o Wall Street Journal, nos bastidores, países rivais do Irã fazem lobby para tentar impedir uma operação militar na região. Arábia Saudita, Omã e Catar alertaram a Casa Branca que um ataque poderia afetar negativamente o mercado de petróleo e provocar repercussões internas capazes de gerar instabilidade regional.

Esses países afirmaram ainda que uma ofensiva poderia interromper o fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto da produção mundial. A avaliação é que isso também poderia prejudicar a economia dos Estados Unidos.

O jornal afirma ainda que a Arábia Saudita garantiu que não participará de um conflito e não autorizará o uso do espaço aéreo do país para ataques contra o Irã.

Ainda de acordo com a reportagem, Trump não tomou uma decisão final. As opções em análise incluem ataques militares contra alvos do regime, ciberataques ou novas sanções econômicas.

“O governo Trump não deixou claro que tipo de ação militar está planejando contra o Irã, mas afirmou que um ataque é mais provável do que improvável”, afirmou o WSJ, com base em informações de autoridades da Casa Branca.

Presidente dos EUA, Donald Trump. — Foto: Evelyn Hockstein/Reuters

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