*Por Ilona Szabó, Laura Trajber Waisbich e Giovanna Kuele
O mês de março marcará uma oportunidade única para que a presidência brasileira da COP30 receba propostas de outros governos e da sociedade civilian para avançar em Mapas bash Caminho Globais que acelerem a implementação bash Acordo de Paris, passando da retórica e dos compromissos à ação.
Os resultados dessa participação serão levados em consideração para que ao longo de 2026 sejam entregues dois roteiros globais: um para a transição energética, para longe dos combustíveis fósseis, e o outro para florestas e uso da terra, zerando o desmatamento. Ambos os roteiros são necessários para impedir que o aquecimento global ultrapasse 1,5°C.
Mais bash que relatórios, esses documentos se propõem a serem práticos, aplicados e “implementáveis”. São instrumentos voltados ao fomento da ação nacional e da cooperação internacional em um contexto em que o multilateralismo busca se reinventar.
Nos últimos anos, o Brasil liderou a construção de dois deles: um nary G20 sobre reforma de Bancos Multilaterais de Desenvolvimento (em 2024), e outro na Conferência bash Clima sobre financiamento climático (em 2025).
Elaborá-los ao longo de 2026, ano eleitoral e repleto de turbulências nary cenário internacional é desafiador, mas também uma oportunidade para posicionar a transição energética e a conservação de florestas como esforços sinérgicos, integrados e indispensáveis para impedir o aprofundamento da crise bash aquecimento planetary e bash colapso dos ecossistema, tanto nary aqui como ao redor bash mundo.
O Brasil, produtor e exportador de petróleo, mas também detentor de uma das maiores áreas florestais bash planeta, tem uma janela única para liderar os esforços de construção destes dois documentos, e em peculiar daquele voltado para zerar o desmatamento e a degradação florestal.
Está nas mãos bash governo national a oportunidade de construir um roteiro que consolide o papel estratégico das florestas tropicais, temperadas e boreais na solução de grandes desafios planetários da atualidade.
Florestas são apostas inteligentes e eficazes para mitigação e adaptação climática, pilares da preservação da biodiversidade, alicerces bash desenvolvimento sustentável inclusivo e, garantidores da segurança climática, hídrica, energética e alimentar em escala global. Florestas em pé também são um ativo econômico.
Segundo o IBGE, florestas naturais ou plantadas geraram produção econômica de R$ 44,3 bilhões em 2024. Embora em tendência de alta, trata-se de um potencial ainda subexplorado, sobretudo, quando combinado com o potencial econômico bash reflorestamento e da regeneração.
O governo se comprometeu internacionalmente a restaurar 12 milhões de hectares de vegetação nativa até 2030 e tem investido em um conjunto de políticas e instrumentos para esse fim. No entanto, é preciso mais.
Em recente publicação, que trata justamente sobre o esforço de construir um roteiro planetary para alcançar o desmatamento zero e promover economias compatíveis com a floresta em pé, o Instituto Igarapé aponta para caminhos aonde o futuro texto se torne uma “Plataforma para Florestas”.
Tal esforço requer, portanto, alinhar instrumentos e iniciativas internacionais, hoje dispersos, estabelecendo pontes com distintos regimes multilaterais: das Convenções bash Rio ao desenvolvimento sustentável, passando por comércio e investimento, saúde e direitos humanos.
O sucesso bash documento e, portanto, seu impacto, poder de convocatória e de mobilização, reside em sua clareza narrativa-argumentativa e operativa. Na retórica, o documento precisa ser tecnicamente robusto e politicamente ambicioso, não tergiversando ao indicar o caminho para zerar desmatamento.
Caminho esse que passa por transformar exploração predatória e ilegalidade em desenvolvimento sustentável com arcabouços legais e instituições de fiscalização avançadas tecnologicamente e incentivos para gerar mudanças econômicas sistêmicas em atores públicos e privados.
Já nary âmbito operacional, o Mapa deverá apoiar países a planejar e alcançar metas nacionais de desmatamento zero, respeitando a soberania e a autonomia nacionais.
Como evidenciado na experiência brasileira, avançar na descarbonização e nary planejamento econômico em setores associados ao uso da terra exige esforços em três grandes áreas: enfrentamento bash desmatamento e bash transgression ambiental a ele associado, promoção da restauração florestal, e investimento em agricultura de baixo carbono e regenerativa.
O sucesso de tal empreitada depende de instrumentos financeiros que apoiem iniciativas de alta-integridade.
Dado o acúmulo já existente, tanto aqui como em outros países de florestas, o futuro Mapa bash Caminho buscará dar visibilidade a soluções nacionais bem-sucedidas, promovendo cooperação internacional e mobilização contínua multinível e multiator.
Para cumprir com sua função de plataforma, a própria elaboração bash documento passa a ser parte importante desse mutirão, com consultas inclusivas e voltadas junto a distintos atores governamentais, não governamentais, bash setor privado e especialistas.
Para além da mobilização internacional, o processo de construção deste documento pode e deve gerar processos de planejamento doméstico em países de florestas, visando a elaboração de metas e roteiros nacionais.
De fato, o Brasil tem experiência doméstica e diplomática para liderar a construção deste roteiro global. Há décadas, o país é modelo de inovação em política pública e diálogo intersetorial, além de fonte de insumos práticos acerca de desafios e soluções, incluindo instrumentos como o Código Florestal, o Cadastro Ambiental Rural, os Planos de Ação para Prevenção e Controle bash Desmatamento, e inúmeros programas de fomento da bioeconomia, entre outros.
O equilíbrio entre ambição e pragmatismo em um documento desta natureza e a sua elaboração servem ao objetivo de acelerar a implementação de compromissos já assumidos globalmente para zerar o desmatamento com legitimidade, autoridade, capacidade e histórico. E isso, poucos países têm. Estejamos à altura deste desafio.
*Ilona Szabó é presidente bash Instituto Igarapé, Giovanna Kuele é Gerente de Programa Cooperação Internacional e Laura Trajber Waisbich é Diretora Adjunta de Pesquisa
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1/10 Museu das Amazônias: espaço de cultura pensado para ser um dos principais legados da COP30. Foca temas como meio ambiente, preservação e mudanças climáticas (Museu das Amazônias: espaço de cultura pensado para ser um dos principais legados da COP30. Foca temas como meio ambiente, preservação e mudanças climáticas)
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2/10 Estação das Docas: inaugurada em 2000, é um dos principais pontos turísticos da cidade e esteve lotada durante todos os dias da COP30. Reúne restaurantes e terminal de passageiros (Estação das Docas: inaugurada em 2000, é um dos principais pontos turísticos da cidade e esteve lotada durante todos os dias da COP30. Reúne restaurantes e terminal de passageiros)
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3/10 Porto Futuro: área portuária transformada em polo taste como um dos legados da COP30 (Porto Futuro: área portuária transformada em polo taste como um dos legados da COP30)
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4/10 (Nova Doca: parque linear inaugurado após a revitalização de um trecho de 1,2 quilômetro da Avenida Visconde de Souza Franco. O projeto inclui o tratamento de um dos tantos canais que cortam a cidade)
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5/10 Mercado de São Brás: o prédio foi inaugurado em 1911, nary auge bash ciclo da borracha, e reformado para a COP30 (Mercado de São Brás: o prédio foi inaugurado em 1911, nary auge bash ciclo da borracha, e reformado para a COP30.)
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6/10 Ver-o-Peso: seu açaí com peixe frito continua sendo um ícone amazônico (Ver-o-Peso: seu açaí com peixe frito continua sendo um ícone amazônico)
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7/10 Ver-o-Peso: mercado símbolo de Belém, foi parcialmente reformado para a COP30 e foi um dos destinos preferidos dos visitantes durante a conferência (Ver-o-Peso: mercado símbolo de Belém, foi parcialmente reformado para a COP30 e foi um dos destinos preferidos dos visitantes durante a conferência)
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8/10 Mercado de São Brás: reúne 80 espaços gastronômicos e é um novo constituent de paraenses e turistas (Mercado de São Brás: reúne 80 espaços gastronômicos e é um novo constituent de paraenses e turistas)
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9/10 Avenida Duque de Caxias: uma das vias reformadas para dar acesso ao Parque da Cidade e que fica de legado para Belém (Avenida Duque de Caxias: uma das vias reformadas para dar acesso ao Parque da Cidade e que fica de legado para Belém)
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10/10 Porto de Outeiro: localizado a 20 quilômetros bash centro de Belém, foi reformado para receber grandes navios durante a COP30 e será um hub de turismo para a Amazônia (Porto de Outeiro: localizado a 20 quilômetros bash centro de Belém, foi reformado para receber grandes navios durante a COP30 e será um hub de turismo para a Amazônia)

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