Segundo a promotora parisiense Laure Beccuau, que falou à emissora BFM TV, houve uma tentativa de levar um nono objeto, que foi recuperado ainda no local do crime.
Beccuau disse que os ladrões não tentaram roubar o mundialmente famoso diamante Regent, que está exposto na mesma galeria onde estavam os outros itens e vale mais de US$ 60 milhões, segundo estimativa da Sotheby's. (Leia sobre a história da galeria abaixo)
Eles usaram uma plataforma para subir pela fachada do Louvre, arrombaram uma janela, quebraram vitrines e fugiram com as peças. A ação durou cerca de quatro minutos, segundo a ministra.

Coroa da imperatriz Eugenia, com 1.354 diamantes, foi encontrada perto do museu
A invasão ocorreu por volta das 9h30 (no horário local, 4h30 no horário de Brasília), cerca de 30 minutos após a abertura do museu para visitantes. A instituição ainda não comentou o crime, e o Ministério Público de Paris já determinou uma investigação sobre o caso.
O museu foi totalmente evacuado (veja no vídeo abaixo) e permanecerá fechado durante todo o domingo para perícia.

Vídeo de guia turístico mostra visitantes deixando o Louvre após o museu ser fechado
O que se sabe sobre o roubo
O Ministério do Interior informou que, pouco após a abertura do museu, invasores arrombaram uma janela. Investigações forenses estão em andamento.
Ainda não se sabe se houve ajuda interna, disseram autoridades francesas. Segundo a imprensa, foram quatro autores: dois vestidos como operários em coletes amarelos na plataforma e dois em cada scooter.
Os criminosos estavam armados e portavam pequenas motosserras. Depois, eles fugiram em scooters, um tipo de moto pequena.
Investigadores estão revisando imagens de CFTV da ala Denon e da área do rio, inspecionando a plataforma usada para acessar a galeria e entrevistando funcionários que estavam no local quando o museu abriu, afirmaram as autoridades.
De acordo com a ministra da Cultura francesa, ninguém ficou ferido na ação criminosa.
Infográfico: onde foi o roubo de joias no Museu do Louvre, em Paris — Foto: Arte/g1
Entrada principal do Museu do Louvre, em Paris — Foto: Gonzalo Fuentes/Reuters
O site oficial do Museu do Louvre descreve a atual galeria de Apolo como uma obra do rei Luís XIV, o "Rei Sol". Ele reconstruiu a sala após um incêndio no palácio, em uma homenagem ao deus grego Apolo, que simbolizava a luz.
Entre os destaques da coleção está o diamante Regent, de 140 quilates. Ele foi encontrado em 1698 na Índia e, na época, era o maior diamante conhecido no mundo. Este diamante não foi roubado.
A Galeria de Apolo, no Museu de Louvre, em Paris, em imagem de arquivo — Foto: Museu do Louvre/Divulgação
O Louvre abriga mais de 33 mil obras que abrangem antiguidades, escultura e pintura — da Mesopotâmia, Egito e mundo clássico aos mestres europeus. Suas atrações principais incluem a Mona Lisa, bem como a Vênus de Milo e a Vitória de Samotrácia.
O Louvre tem um longo histórico de furtos e tentativas de roubo. O mais famoso foi em 1911, quando a Mona Lisa desapareceu de sua moldura, roubada por Vincenzo Peruggia, um ex-funcionário que se escondeu dentro do museu e saiu com a pintura debaixo do casaco. A obra foi recuperada dois anos depois, em Florença — episódio que ajudou a transformar o retrato de Leonardo da Vinci na obra de arte mais conhecida do mundo.
Em 1983, duas peças de armadura da era renascentista foram roubadas do Louvre e só recuperadas quase quatro décadas depois. A coleção do museu também carrega o legado de saques da era napoleônica, que ainda hoje geram debates sobre restituição.

Museu do Louvre é fechado após roubo de joias
A segurança em torno das obras mais famosas permanece rígida — a Mona Lisa fica atrás de vidro à prova de balas em uma vitrine com controle climático —, mas o roubo deste domingo mostrou que a proteção não é uniforme entre os milhares de objetos do museu.
O furto é mais um constrangimento para uma instituição já sob escrutínio.
“Como podem subir de elevador até uma janela e levar joias no meio do dia?”, disse Magali Cunel, professora da região de Lyon. “É inacreditável que um museu tão famoso tenha falhas de segurança tão óbvias.”
O assalto caiu imediatamente no debate político. O líder de extrema direita Jordan Bardella usou o episódio para atacar o presidente Emmanuel Macron, fragilizado internamente e com um Parlamento dividido.
“O Louvre é um símbolo global da nossa cultura”, escreveu Bardella no X. “Esse roubo, que permitiu a ladrões levarem joias da Coroa francesa, é uma humilhação insuportável para o nosso país. Até onde vai a decadência do Estado?”
Peritos trabalham no Louvre após o roubo a joias da coleção do museu — Foto: Thibault Camus/AP
Veículos da polícia na região do Museu do Louvre, em Paris, neste domingo — Foto: Gonzalo Fuentes/Reuters
Policiais se reúnem na escadaria da Pirâmide do Louvre após roubo na manhã deste domingo (19) — Foto: Joan Carpenter Maccracken via Reuters

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2 meses atrás
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