Neste domingo (8), o FSB afirmou que autor e os cúmplices do ato foram detidos.
O suspeito foi identificado como Lyubomir Korba, de 65 anos, cidadão russo nascido na Ucrânia. Ele foi detido nos Emirados Árabes Unidos.
Duas pessoas apontadas como cúmplices também foram identificadas, de acordo com o serviço de segurança russo: Viktor Vasin, nascido em 1959 e detido em Moscou, e Zinaida Serebritskaya, nascida em 1971, que fugiu para a Ucrânia.
Foto de arquivo: tenente-general russo Vladimir Alexeyev discursa em local desconhecido — Foto: Ministério da Defesa da Rússia/Divulgação via REUTERS
O ataque contra Alekseyev, vice‑chefe da inteligência militar russa, ocorreu na última sexta‑feira (6), após uma série de atentados contra altos oficiais militares que a Rússia atribui à Ucrânia. Kiev, no entanto, nega envolvimento no atentado.
O tenente‑general foi atingido por três tiros de uma pistola Makarov equipada com silenciador, em um prédio residencial no norte de Moscou. Segundo o Comitê Investigativo, Alekseyev foi hospitalizado e precisou passar por cirurgia.
Segundo a agência de notícias Reuters, neste domingo, a esposa do general afirmou a um blogueiro russo especializado em assuntos militares que Alekseyev recuperou a consciência e já conseguia falar.
Mortes de autoridades russas
Desde que Moscou enviou tropas para a Ucrânia, há quase quatro anos, autoridades russas têm responsabilizado Kiev por assassinatos de oficiais militares e figuras públicas na Rússia.
Em dezembro, um carro-bomba matou o tenente‑general Fanil Sarvarov, chefe da Diretoria de Treinamento Operacional do Estado‑Maior das Forças Armadas russas.
Em abril, outro alto oficial militar russo, o tenente‑general Yaroslav Moskalik, vice‑chefe do principal departamento operacional do Estado‑Maior, foi morto por um explosivo colocado em seu carro, estacionado perto de seu prédio, nos arredores de Moscou. Um suspeito foi rapidamente preso.
Dias após a morte de Moskalik, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, disse ter recebido um relatório do chefe da inteligência estrangeira ucraniana sobre a “liquidação” de altos militares russos, acrescentando que “a justiça inevitavelmente chega”, embora não tenha citado Moskalik nominalmente.
Em dezembro de 2024, o tenente‑general Igor Kirillov, chefe das forças de defesa nuclear, biológica e química do Exército russo, foi morto por uma bomba escondida em um patinete elétrico do lado de fora de seu prédio. O assistente de Kirillov também morreu. A Ucrânia assumiu a responsabilidade pelo ataque.

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