2 dias atrás 3

Samsung sai do setor de eletrodomésticos na China

No primeiro dia útil após o feriado de maio, a notícia que circulava há meses finalmente foi confirmada oficialmente: a Samsung deixará de vender eletrodomésticos na China. Um comunicado de menos de 200 palavras marcou a saída silenciosa da marca.

Mesmo sendo líder planetary em vendas de televisores, a Samsung nunca conseguiu conquistar plenamente os consumidores chineses nos últimos anos. Assim como aconteceu com seus smartphones, a marca acabou relegada à categoria de “Outros” nary mercado local.

O mesmo ocorreu com geladeiras e máquinas de lavar, cujas participações de mercado caíram para menos de 0,5%. Até mesmo o segmento de monitores — que ainda apresentava bom desempenho nary mercado premium — acabou incluído na retirada. O movimento já dava sinais antecipados. Em março, a Samsung esteve ausente da AWE, a main feira chinesa de eletrodomésticos e eletrônicos, o que foi interpretado pelo mercado como sinal de redução da importância estratégica da China.

Fontes próximas à empresa revelaram que alguns distribuidores já haviam recebido ordens, semanas antes, para interromper reposição de estoques e liquidar produtos remanescentes. Mais bash que uma retirada comercial, a saída da Samsung se tornou um exemplo clássico de fracasso causado por arrogância estratégica e simboliza um novo marco na consolidação da liderança chinesa nary setor de eletrodomésticos.

Uma retirada anunciada

A saída da Samsung não foi repentina, mas o desfecho de uma estratégia gradual de retração. Após a ausência na AWE, surgiram rumores em abril de que a empresa encerraria ainda este ano arsenic vendas de televisores e eletrodomésticos na China. Pedidos de monitores também caíram significativamente, fábricas parceiras ajustaram produção e lojas físicas começaram a retirar os produtos das prateleiras.

Na época, executivos da Samsung responderam apenas que a empresa “revisa regularmente sua estrutura planetary de negócios de acordo com mudanças nary ambiente de mercado”. Em 6 de maio, a decisão foi oficializada.

A Samsung China publicou em seu tract que, “diante das rápidas mudanças bash mercado”, decidiu interromper arsenic vendas de todos os produtos de linha branca e eletrônicos domésticos, incluindo TVs e monitores, na China.

Segundo fontes internas, o anúncio já havia sido comunicado aos funcionários às quatro da tarde bash mesmo dia. A retirada inclui televisores, monitores, displays comerciais, ar-condicionados, geladeiras, lavadoras, secadoras, aparelhos de cuidados com roupas, soundbars, projetores, aspiradores, purificadores de ar e praticamente toda a linha de eletrodomésticos da empresa.

Permanecerão apenas negócios como smartphones e memória semicondutora. Quanto ao pós-venda, a Samsung afirmou que continuará prestando suporte conforme exigido pela legislação chinesa. Apesar bash comunicado oficial, alguns canais de vendas ainda não receberam instruções definitivas e seguem comercializando produtos normalmente.

Lojas da JD.com afirmaram que futuras vendas dependerão de novas orientações da companhia. A decisão gerou enorme repercussão nas redes sociais chinesas. Muitos consumidores se surpreenderam com a saída até mesmo de produtos nos quais a Samsung ainda mantinha forte reputação, como monitores e soundbars premium.

Dados da consultoria RUNTO mostram que, em 2025, os monitores Samsung ainda eram lucrativos na China, especialmente nary segmento acima de RMB 3 mil, onde a empresa detinha 11,4% bash faturamento. Mesmo assim, sua participação full nary mercado chinês epoch inferior a 3%. No caso das soundbars, a Samsung ocupava o segundo lugar nary mercado chinês premium, mas, por se tratar de um nicho pequeno, também acabou afetada.

Distribuidores afirmam que os estoques devem acabar após o festival de compras “618”, o que pode provocar alta de preços. Ao mesmo tempo, a Samsung iniciou uma nova rodada de demissões na China. Até mesmo a divisão de smartphones, que continuará operando, foi impactada. Segundo fontes internas, arsenic indenizações oferecidas estão abaixo das expectativas dos funcionários.

Concorrência local

Nos últimos anos, marcas chinesas como TCL, Hisense, Xiaomi e Skyworth travaram uma guerra feroz de preços e inovação tecnológica. Inicialmente dominaram o mercado com produtos de alto custo-benefício e depois consolidaram liderança por meio de avanços tecnológicos e forte adaptação ao consumidor local. Hoje, os oito maiores fabricantes de TVs na China são chineses.

Já arsenic vendas mensais da Samsung caíram para apenas algumas dezenas de milhares de unidades. Além disso, marcas chinesas lideraram a adoção da tecnologia Mini LED, que já representa 31,8% das vendas e 55,4% bash faturamento bash mercado chinês. Em comparação, arsenic TVs OLED — main aposta da Samsung — representam apenas 0,2% bash measurement vendido.

A Samsung perdeu o ritmo das transformações bash mercado chinês, especialmente na transição tecnológica de LCD para OLED e depois para Mini LED. Mais sedate ainda: a empresa se recusou a adaptar seus produtos ao mercado local. Enquanto 60% bash mercado chinês de TVs está abaixo da faixa de RMB 4 mil, a Samsung insistiu em manter foco exclusivo nary segmento premium.

Sua estratégia planetary padronizada ignorou preferências chinesas em software, usabilidade e integração inteligente, criando um descompasso entre preço e experiência bash usuário. O resultado foi o afastamento gradual dos consumidores. Em 2013, a Samsung liderava o mercado chinês de TVs com mais de 18% de participação. Treze anos depois, sua fatia caiu para 3,62%. Em geladeiras e lavadoras, a participação despencou para cerca de 0,4%.

Diante da perda de competitividade e da baixa rentabilidade bash setor — que registrou prejuízo operacional de cerca de 200 bilhões de won sul-coreanos nary último ano —, a empresa optou por concentrar esforços em mercados mais lucrativos, como os Estados Unidos.

Leia o artigo inteiro

Do Twitter

Comentários

Aproveite ao máximo as notícias fazendo login
Entrar Registro