'Se pais tirassem celular dos filhos à noite, muitos crimes não aconteceriam'
Há 26 minutos
Enquanto a maioria dos pais dorme, ela está acordada e atenta. A delegada Lisandrea Salvariego observa, por horas durante a madrugada, jogos, chats e redes sociais onde crianças e adolescentes participam de desafios violentos.
A delegada faz parte do Núcleo de Observação e Análise Digital (Noad), da Polícia Civil de São Paulo. O grupo começou como uma resposta aos ataques a escolas em 2023, ano em que o país registrou 12 casos. Mas a investigação revelou um ecossistema maior.
Ao mapear autores, vítimas e ambientes digitais, a polícia identificou padrões: discurso de ódio, hierarquias internas e um sistema de recompensas baseado em sofrimento.
Nesta entrevista para a repórter da BBC News Brasil Rute Pina, ela diz que, na maior parte dos casos, os pais não fazem ideia das atividades dos filhos nas redes.

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