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Semana tem ata do Fed, inflação no Brasil e EUA: veja destaques da semana

Dados regionais da indústria mostram se setor começa a reagir

  • O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulga na quinta-feira a Pesquisa Industrial Mensal Regional de fevereiro. O levantamento detalha o desempenho das unidades da federação e mostra como diferentes regiões vêm reagindo após um 2025 fraco para o setor: a produção industrial nacional cresceu apenas 0,6% no ano, com vários meses de variações próximas de zero.
  • O mercado vai observar se os resultados regionais confirmam esse quadro de estagnação ou se já há sinais localizados de melhora. A leitura é importante também para as projeções do PIB (Produto Interno Bruto) do primeiro trimestre de 2026.

Ata do FOMC detalha se Fed tem disposição para manter juros

  • Também na quarta, o Fed (Federal Reserve, banco central dos EUA) publica a ata da última reunião do FOMC (Comitê Federal de Mercado Aberto), em que manteve os juros no patamar atual. O mercado praticamente zerou as apostas em cortes ao longo de 2026, diante de sinais de inflação resiliente nos EUA.
  • O documento deve detalhar o grau de preocupação do comitê com o PCE (Índice de Preços de Despesas com Consumo Pessoal), que segue acima da meta de 2%, e a disposição dos membros para sustentar juros elevados por mais tempo.
  • Para o Brasil, a ata importa porque juros altos nos EUA por mais tempo tendem a fortalecer o dólar e reduzir o espaço do Banco Central para avançar no ciclo de cortes da Selic.

Pacote de dados dos EUA mostra se economia segue aquecida ou perde tração

  • Na quinta, os EUA divulgam um conjunto importante de indicadores: renda pessoal, gastos pessoais, o deflator do PCE, os pedidos semanais de auxílio-desemprego e o PIB do quarto trimestre de 2025. As últimas leituras do núcleo do PCE mostraram inflação perto de 3% ao ano.
  • O mercado vai monitorar especialmente a combinação entre gastos e renda: se os gastos pessoais vierem fortes com renda crescendo pouco, o sinal é de demanda aquecida mas frágil; se ambos desacelerarem juntos, aumenta o temor de perda de tração. Os pedidos de auxílio-desemprego funcionam como termômetro do mercado de trabalho, uma sequência de altas sugere economia enfraquecendo.
  • O PIB do quarto trimestre fecha o quadro: um crescimento além do esperado reforça o cenário de economia quente com juros altos; abaixo do esperado acende alerta de desaceleração e pode mudar a curva de juros americana.
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IPCA de março entra no radar do Copom para as próximas reuniões

  • Na sexta-feira, o IBGE divulga o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) de março. A projeção do Bradesco aponta alta de 0,76% no mês, pressionada principalmente por combustíveis. No acumulado de 12 meses, a inflação segue acima do centro da meta, mas o Focus mais recente projeta IPCA de 4,36% para 2026.
  • O resultado vai alimentar o debate sobre o ritmo dos cortes de juros pelo Copom (Comitê de Política Monetária) nas próximas reuniões. Um IPCA acima do esperado tende a reforçar a cautela do BC e pressionar a ponta longa da curva de juros, com impacto em renda fixa, câmbio e bolsa.

CPI americano define se debate sobre cortes de juros continua

  • Também na sexta, os EUA divulgam o CPI (Índice de Preços ao Consumidor) de março. As leituras recentes mostram inflação desacelerando, mas ainda acima de 2%. O dado é acompanhado pelo mercado ao lado do PCE como principal referência para a política monetária americana.
  • Um resultado acima do consenso reforça a ideia de inflação insistente, em patamar elevado, e empurra para frente qualquer discussão sobre cortes de juros. Se vier abaixo, fortalece a tese de convergência gradual, melhora o humor em bolsa e pode aliviar as taxas longas dos Treasuries.

Veja o fechamento de dólar e Bolsa na última quinta-feira:

  • Dólar: +0,05%, a R$ 5,159
  • B3 (Ibovespa): +0,05%, aos 188.052,02 pontos.
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