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Seu cachorro está roendo cabos? Especialista explica perigo mortal do fio

A presença de pets em casa exige atenção redobrada à infraestrutura elétrica e digital. De acordo com o MSD Veterinary Manual, queimaduras na boca são as lesões mais comuns quando animais mordem cabos energizados, podendo causar danos severos aos tecidos. Além disso, a MSPCA-Angell alerta que o choque pode levar a complicações invisíveis, como o acúmulo de líquido nos pulmões, tornando o monitoramento imediato essencial para evitar casos fatais.

Para mitigar esses riscos, o planejamento de uma smart home deve incluir organizadores de fios, canaletas e protetores de tomada. O TechTudo conversou com a Dra. Geovana Evangelista Alves, médica veterinária intensivista, que reforça a necessidade de um ambiente "pet-proof". Como aponta o Veterinary Partner, qualquer animal que sofra uma descarga elétrica deve ser avaliado por um profissional, já que traumas internos e arritmias cardíacas podem não se manifestar de imediato.

 Reprodução/Freepik Fios soltos e tomadas à vista podem ser um perigo silencioso para os pets. Acompanhe nossas dicas para manter seu animal seguro. — Foto: Reprodução/Freepik

Veja mais informações no TechTudo

  1. O perigo invisível das tomadas e fios energizados
  2. Comportamento natural dos pets e riscos associados
  3. Sinais de choque elétrico: o que observar
  4. Medidas preventivas: como tornar sua casa "pet-proof"
  5. Ações práticas para organizar fios e instalações

1. O perigo invisível das tomadas e fios energizados

Cabos expostos, tomadas sem proteção e extensões espalhadas pelo ambiente representam um perigo significativo para cães e filhotes, aumentando o risco de choques elétricos. De acordo com o MSD Veterinary Manual, as queimaduras elétricas na boca são as lesões mais comuns quando animais mordem fios, podendo causar danos severos aos tecidos.

"Além da possibilidade de fratura dentária, a corrente elétrica pode causar lesões que viram úlceras e ainda com potencial de necrose na região", alerta a veterinária Geovana Evangelista Alves.

Além dos riscos físicos imediatos, os acidentes elétricos podem evoluir silenciosamente. Muitos tutores não percebem o perigo de pronto, pois nem sempre há sinais visíveis de ferimentos, mas os choques podem afetar órgãos internos como pulmões e coração. A MSPCA-Angell destaca que complicações como o edema pulmonar podem surgir horas após o contato com a eletricidade, o que torna a conscientização da família fundamental para criar um espaço seguro e evitar fatalidades.

 Reprodução/Redes Sociais Lesões podem ser identificadas na região do focinho e boca do animal — Foto: Reprodução/Redes Sociais

2. Comportamento natural dos pets e riscos associados

Filhotes e animais jovens exploram o mundo com a boca por instinto, comportamento que é intensificado durante a troca de dentição, já que morder ajuda a aliviar a dor e a coceira nas gengivas. Fios, cabos e carregadores acabam sendo confundidos com brinquedos, aumentando o risco de acidentes. Além disso, gatos tendem a se atrair por fios pendentes que balançam, tornando-os vulneráveis mesmo sob supervisão ocasional.

"Os cães exploram o mundo utilizando a boca. No caso dos filhotes, o instinto é mais aflorado e é influenciado também pela troca de dentição; processo que dói e coça, logo eles procuram o que roer para aliviar essas sensações. Brinquedos próprios de silicone, borracha e até cubos de gelo são bons substitutos", explica a Dra. Geovana.

Fornecer brinquedos adequados e supervisionar a interação com o ambiente são as melhores formas de reduzir significativamente os riscos.

 Reprodução/Getty Imagens Seu pet pode sofrer graves lesões na região bucal por conta de fios energizados — Foto: Reprodução/Getty Imagens

3. Sinais de choque elétrico: o que observar

Mesmo que o tutor não esteja presente no momento do acidente, é possível identificar sinais de choque observando o comportamento e a condição física do animal. Os sintomas podem incluir queimaduras ou lesões na boca, gengiva e língua, além de salivação excessiva ou dificuldade para mastigar. O esforço respiratório, tremores, desmaios ou fraqueza repentina indicam que a corrente elétrica afetou sistemas internos ou neurológicos. Em alguns casos, é possível notar o pelo chamuscado ou um odor característico de queimado próximo ao pet.

"Queimaduras e lesões na boca, salivação excessiva, dificuldade para mastigar, esforço respiratório, tremores, desmaios e pelo chamuscado principalmente. Tudo isso somado ao hábito de roer coisas", alerta a veterinária

Conforme aponta o portal Veterinary Partner, como traumas internos e arritmias cardíacas podem não se manifestar de imediato, a observação cuidadosa e o encaminhamento rápido ao veterinário são essenciais para evitar sequelas graves ou óbito.

 Reprodução/Getty Imagens O cachorro pode ficar desorientado após o choque elétrico — Foto: Reprodução/Getty Imagens

4. Medidas preventivas: como tornar sua casa "pet-proof"

Medidas simples no dia a dia podem reduzir drasticamente o risco de choques. Conforme orienta o portal Veterinary Partner, organizar cabos, proteger tomadas e evitar o uso de extensões soltas pelo ambiente já faz uma grande diferença na segurança doméstica. Equipamentos como carregadores, secadores e outros aparelhos de uso pontual devem ser desconectados sempre que não estiverem em uso. Além disso, realizar inspeções periódicas para identificar fios desgastados ou desencapados ajuda a prevenir acidentes antes que eles ocorram, uma recomendação constante de órgãos de segurança animal.

 Divulgação Medidas simples no dia a dia podem reduzir drasticamente o risco de choques — Foto: Divulgação

O comportamento do animal também é um pilar da prevenção. O MSD Veterinary Manual reforça que pets sem estímulos ou brinquedos adequados podem morder cabos por curiosidade ou tédio, aumentando os riscos de lesões orais graves. Investir em enriquecimento ambiental e atenção supervisionada ajuda a redirecionar a energia do pet para atividades apropriadas. Criar rotinas de brincadeiras e oferecer alternativas seguras mantém o animal entretido e protegido, transformando a segurança em uma responsabilidade diária de todos no lar.

5. Ações práticas para organizar fios e instalações

A organização dos cabos é uma das formas mais eficientes de evitar acidentes com eletricidade. Segundo a MSPCA-Angell, o uso de canaletas e protetores de tomadas mantém os fios fora do alcance, evitando choques e queimaduras, além de facilitar a limpeza e o manuseio dos equipamentos tecnológicos. Manter os cabos bem posicionados impede que animais curiosos confundam a fiação com brinquedos e previne danos aos próprios aparelhos da casa, garantindo a integridade tanto do pet quanto da infraestrutura do lar.

Planejar a instalação elétrica, posicionando cabos estrategicamente atrás de móveis ou em passadores de plástico rígido, cria um ambiente seguro sem comprometer a praticidade. A Dra. Geovana reforça que a adoção dessas medidas simples, somada à oferta de brinquedos adequados, protege a saúde e o bem-estar dos pets. Com atenção e cuidado contínuo, baseados nas melhores práticas de segurança veterinária internacional, é possível reduzir riscos e garantir que a tecnologia conviva em harmonia com os animais de estimação.

 Reprodução/DutoTec O uso de canaletas e proteções para tomadas pode salvar a vida do seu pet — Foto: Reprodução/DutoTec

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