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'Sistema financeiro do Brasil é mais evoluído que o dos EUA', diz banqueiro

Modelos bem-sucedidos do Brasil servem de inspiração no exterior. O CEO da Nomad, Lucas Vargas, também usa as inovações citadas por Stark como referências internacionais. "O Pix é um dos mais recentes modelos como infraestrutura de produto. O Nubank é uma empresa geracional, com estrutura difícil de se ver no mundo. Esses modelos estão sendo exportados", afirma ele.

Ao mesmo tempo, o cuidado para evitar golpes financeiros também impõe limites ao desenvolvimento do setor. Vargas recorda que a Nomad sofre com a regulação protecionista, que atrasou a implementação da conta global para brasileiros. Ele ressalta que as preocupações no Brasil e nos Estados Unidos envolvem um olhar apurado contra eventuais crimes. "A conta nos Estados Unidos só pode ser alimentada pelo aplicativo da Nomad no Brasil, e apenas se o montante for enviado pelo mesmo titular", disse, ao associar a exigência a uma "questão cultural".

Lá na origem [das contas globais], esse era um dos aspectos com os quais os reguladores ficavam desconfortáveis, porque 99% das transações de lavagem de dinheiro envolviam transações para terceiros.
Lucas Vargas, CEO da Nomad

Incertezas regulatórias inibem crescimento mais pujante do sistema financeiro. Diante da necessidade de buscar investidores para financiar o desenvolvimento das novidades, os banqueiros lamentam as alterações regulatórias frequentes no Brasil. "O que mais incomoda os investidores internacionais são as mudanças das regras do jogo. A gente vive em um país em que nem o passado é certo", diz Stark.

Ter previsibilidade jurídica e regulatória é fundamental pra gente conseguir fazer essas apostas de longo prazo, atrair capital, que por vezes é de fora, e criar os ativos e um ecossistema.
Lucas Vargas, CEO da Nomad

*O repórter viajou a convite da organização da Brazil Conference.

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