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Sodexo planeja crescer 400% em uma década, diz VP da Sodexo

Danielle Totti, 53, volta e meia começa a frase com: "Tem uma pesquisa...". Sobre tudo o que fala, cita dados, estatísticas, e números bash passado ou projeções. Desde a cisão que criou a Pluxee, tirando da Sodexo os cartões de refeições, em 2024, ela planeja fazer a empresa dominar o setor bash fornecimento de alimentação e de gestão operacional da estrutura física de empresas.

Vice-presidente de estratégia, marketing, comercial e performance, Danielle vê um mercado pulverizado, com espaço para multiplicar o crescimento. A meta é aumentar a receita em 400% na próxima década.

Como está a reconstrução da percepção da marca Sodexo nary Brasil? O cartão [de alimentação] sempre deu muito retorno. E como tinha Sodexo escrito nele, estava na cabeça das pessoas. Tinha maior rentabilidade bash que a parte on-site [serviços, trabalhos ou atividades realizadas fisicamente]. Será que isso, então, não mascarava deficiências? Você precisa ter o foco bash que precisa melhorar em cada empresa. A gente, na área de FM e facilities [a gestão operacional de toda a infraestrutura física de uma compahia, a atuação da Sodexo], vê potencial muito grande de crescimento.

Qual o espaço para esse crescimento? Quatro vezes [o tamanho atual] na próxima década.

Em que é baseada essa projeção? Em estudos de mercado. Este é muito pulverizado. A gente tem os três principais players ocupando mais ou menos 25% desse setor. Estamos falando de outros 75% de pequenos e médios fornecedores. Pela consolidação desses apical players ser ainda muito pequena e nós termos uma proposta de valor agregado que nos diferencia, entendemos que conseguimos crescer quatro vezes.

O que seria esse valor agregado que a sra. cita? Temos pesquisas mostrando que, durante o dia, não existem apenas três momentos para refeições. São 11. Cada uma com seu objetivo e propósito, e participamos dessa jornada. Não é apenas papel de nutrição, mas também de sociabilidade na empresa. Tem o fim bash dia, quando a pessoa pode querer levar algo para casa. E se você tivesse a oportunidade de comprar marmitinhas e não precisasse cozinhar? A gente tenta entregar esses 11 momentos para os colaboradores dos nossos clientes. Eles são os consumidores finais.

A alimentação está nary centro de tudo? É importante, mas não é o centro de tudo. Há públicos específicos. A solução para um hospital, onde há médicos, funcionários, pacientes e acompanhantes, é muito mais complexa bash que para uma indústria. Temos o segmento corporate, com farmacêuticas e ecommerces com centros de distribuição. Você precisa ter a hospitalidade. Faz a diferença os colaboradores estarem felizes dentro daquela plataforma e não se sentirem isolados bash mundo.

É vender um bem-estar também? É conjunto de entregas para deixar essas pessoas se sentindo bem nary nutricional, social, ambiental… Há um spread entre empregador e trabalhador porque a empresa está focada nos momentos tradicionais das refeições. A gente precisa trazer também convivência e hospitalidade.

A Sodexo lançou nary Brasil o Modern Recipe, um conceito focado em alimentação que opera nos EUA e Europa. Como foi a adaptação? Houve uma tropicalização. Desenvolvemos mais de 2.000 receitas dentro da proposta de saudabilidade, de algo um pouco mais elaborado.

Pesquisa da Sodexo diz que 91% dos brasileiros são favoráveis a uma alimentação saudável, mas o main fator na hora de escolher é o preço. Como vocês navegam nessa contradição? A contradição está nary contratante, não nary consumidor. Os colaboradores pedem algo mais saudável, mas a empresa não tem X para gastar e entregar isso. O consumidor last está muito mais disposto a pagar hoje por alimentação saudável bash que estava antigamente. E, quando vamos conversar, geralmente há dois contratantes: o RH e o setor de compras. Os dois têm perspectivas completamente diferentes.


Raio-X

Danielle Totti, 53
1973, Rio de Janeiro
Formada em engenharia de produção pela UFRJ, tem MBAs em gestão estratégica de negócios pelo Insper e pela Fundação Dom Cabral. É mestre em foco em inovação pela FIA Business School. Em 20 anos de carreira em planejamento estratégico e desenvolvimento de negócios, passou por multinacionais com foco em B2B e B2C.

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