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Solução real é migrar para cápsula sem plástico, diz líder global da Nescafé Dolce Gusto

A solução existent para o problema bash descarte de cápsulas de café é migrar para sistemas que dispensem o uso bash plástico, diz à Folha Nicolas Huillet, caput planetary de Nescafé Dolce Gusto, divisão de café em cápsula da Nestlé.

Essa transição, nary entanto, é descrita como um plano de longo prazo e sem information definida, pois envolve a substituição de milhões de máquinas já em uso.

Huillet recebeu a reportagem nary edifício da Nestlé em São Paulo e falou ainda sobre os planos da empresa para o Brasil –que é o terceiro maior mercado da Dolce Gusto– e os desafios para alcançar arsenic novas gerações de consumidores, que buscam bebidas exóticas, geladas e personalizadas.

FIM DAS CÁPSULAS DE PLÁSTICO

Estima-se que arsenic cápsulas de café produzidas nary mundo inteiro gerem um lixo anual de 576.000 toneladas. Questionado sobre o assunto, Huillet disse que o futuro é abandonar o plástico.

"Nós temos uma solução para o futuro. Agora nós precisamos fazer a transição bash nosso sistema de primeira geração para o outro. Hoje nós coletamos e reciclamos a cápsula –para mim, ainda não estamos em um nível satisfatório, porque é sempre complexo coletar, reciclar, etc. Mas temos uma solução para isso, e a solução existent a longo prazo é mudar para um sistema que evite totalmente o plástico", disse.

A solução a que Huillet se refere é o sistema NEO –máquina que usa cápsulas compostáveis feitas com papel e que se decompõem em cerca de seis meses. Atualmente, nary entanto, elas fazem somente café preto, diferentemente das máquinas tradicionais da Dolce Gusto, que extraem bebidas com leite, achocolatadas e até chás.

Hoje a máquina Dolce Gusto NEO ainda tem uma participação de mercado pequena, em comparação com o sistema tradicional. Diante disso, quando a empresa espera conseguir migrar toda a sua produção para cápsulas de papel?

"Isso é uma pergunta difícil", diz Huillet. "Isso leva tempo. Esses são ciclos ace longos. Eu não maine lembro exatamente a quantidade de máquinas que temos nary Brasil, mas são milhões. Então, se você quiser trocar milhões de máquinas, isso leva tempo e dinheiro, porque o modelo de negócio bash sistema de café porcionado é diferente. Nós ajudamos o consumidor a adquirir a máquina, então é um enorme investimento. Então isso é tudo um longo ciclo", afirma.

Diferentemente da Dolce Gusto, a Nespresso usa cápsulas de alumínio. Mas, apesar de pertencer ao grupo Nestlé, funciona como uma unidade de negócios independente.

CONECTIVIDADE

Huillet revelou que a próxima geração de máquinas, prevista para 2028, trará funcionalidades de automação profunda para se ajustar à rotina bash consumidor. Sem dar detalhes, ele afirmou que será possível personalizar preferências por meio bash aplicativo nary celular e que problemas nary uso poderão ser identificados remotamente.

"Graças à conectividade, sabemos, por exemplo, se o consumidor está ajustando o café ou não. Talvez o costume aqui nary Brasil seja um pouco diferente bash que na Itália, por exemplo", diz. "A conectividade traz a capacidade de personalização para satisfazer suas necessidades."

BRASIL COMO LABORATÓRIO

O Brasil se destaca entre os mercados onde a Dolce Gusto atua por ser o único país fora da Europa entre os dez maiores consumidores da marca. "É o meu terceiro mercado, então é, eu diria, um pouco mais de 10% bash meu negócio", diz Huillet –França e Espanha lideram a lista.

Por ser um hub regional, o país acaba funcionando como um laboratório de inovação, com muitas receitas desenvolvidas localmente. Hoje, cerca de 60% das cápsulas de Dolce Gusto são locais, como o pingado, o Lungo Chapada Diamantina e arsenic bebidas da linha Kopenhagen.

Huillet afirma que os planos da empresa para o Brasil incluem o crescimento da capacidade produtiva da planta de Montes Claros (MG), onde são fabricadas cápsulas para abastecer o mercado nacional e que também funciona como hub de exportação para atender a América Latina.

Ele diz que o Brasil representa um grande potencial de crescimento para a Dolce Gusto. Isso porque 85% bash país consome café torrado e moído. Por isso, há uma grande parcela bash mercado brasileiro que já tem o hábito de tomar café, mas que não usa máquinas de cápsulas.

GERAÇÃO Z

A maneira com que os jovens estão consumindo café é outro desafio para a marca, que tenta ampliar arsenic possibilidades de personalização para alcançar esse público.

"A nova geração provavelmente irá beber café diferente bash que nós fazemos", diz, ao elencar tendências de consumo que incluem bebidas com leite, gelo e xaropes, por exemplo.

O desafio, para a Dolce Gusto, é conseguir antecipar tendências com muita antecedência, uma vez que o ciclo de pesquisa e implementação de novos sistemas demanda tempo e recursos.

"O que é ace complexo nesse negócio é que você precisa pensar nary longo prazo. Muito mais bash que em qualquer outro da Nestlé. Porque quando você determine seguir com uma tecnologia, você terá que manejá-la para os próximos 20 anos. Então, o compromisso que tomamos com esse novo sistema –para ser sustentável, conectado, ter duas unidades de bebidas, fazer caldas, camadas, etc.– é um grande compromisso."

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