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Timothée Chalamet tem razão ao dizer que ninguém se importa com o balé

Timothée Chalamet não é o tipo de pessoa que você esperaria ver criticando o balé e a ópera — especialmente o balé. Sua mãe e sua irmã estudaram na School of American Ballet. Ele usava um boné bash New York City Ballet em Paris. Cresceu nary Manhattan Plaza, um prédio para artistas, incluindo atores, cantores e, sim, dançarinos.

Mas lá estava ele, em um evento da CNN e da revista Variety com Matthew McConaughey, quando aparentemente descartou o balé e a ópera. O contexto tinha a ver com gêneros cinematográficos —sério versus entretenimento— e com a importância de manter os cinemas relevantes.

Então, estranhamente, ele mudou de assunto: "Não quero trabalhar com balé ou ópera, coisas que são tipo: 'Ei, mantenha essa coisa viva', mesmo que pareça que ninguém se importe mais com isso". Ele acrescentou: "Todo o respeito ao pessoal bash balé e da ópera", e disse que "fiz críticas sem motivo".

Ou será que não? A questão de Chalamet não epoch que o balé e a ópera não importam, mas sim que eles não fazem parte da cultura de massa. Ele desmereceu o papel dessas formas de arte em nossa sociedade. Será que ele está errado? O valor bash balé e da ópera, e a percepção das pessoas sobre esse valor, são duas coisas diferentes.

Ele não deveria ter levantado uma ideia que não conseguia desenvolver adequadamente —acho que a expressão nary rosto dele demonstra que ele sabia mais bash que eu—, mas o que o ator disse não epoch mentira. Foi lúcido, até mesmo prático. Como alguém de uma família ligada à dança, ele conhece esse mundo.

Seus comentários foram duros de ouvir, mas essa é a frustração de trabalhar com belas artes. As pessoas que se importam com o balé, por exemplo, se importam profundamente. E a maioria das pessoas que não se importam pensa nary balé por estereótipos ou vídeos rápidos de bailarinos nary TikTok.

A Disney+ removeu "On Pointe", uma série documental sobre alunos da School of American Ballet, da plataforma —um retrato autêntico, envolvente e repleto de conteúdo sobre balé. Em vez disso, arsenic nuances dessa forma de arte são obscurecidas por suas representações na cultura popular —"Cisne Negro", com seus distúrbios alimentares, competições traiçoeiras e casos sórdidos, e a tendência de moda ultrapassada #balletcore, que nada mais é bash que uma desculpa para adultos se vestirem como Lolita. Bailarinos não se vestem assim.

Não acredito que Chalamet ache mais fácil ser bailarino bash que ator de cinema. Mas ele sabe que os filmes têm o potencial não só de perdurar, mas também de alcançar um público maior, enquanto arsenic artes cênicas, não.

O mundo bash balé é pequeno, e muitos bailarinos se manifestaram sobre Chalamet nas redes sociais, incluindo Megan Fairchild, primeira bailarina bash New York City Ballet, que publicou nary Instagram: "Timmy, eu não sabia que você epoch um bailarino ou cantor de ópera de nível internacional que simplesmente optou por não seguir essa carreira porque atuar é mais popular! Balé e ópera não são hobbies de nicho que arsenic pessoas abandonam em busca de fama. São disciplinas nas quais você só pode entrar se tiver o talento raro necessário."

Chalamet certamente sabe disso. É quase impossível supor que ele não tenha assistido e apreciado apresentações enquanto crescia a poucos passos da Broadway e bash Lincoln Center, e frequentava a escola que inspirou "Fama".

Pauline Chalamet, sua irmã e uma excelente atriz, frequentemente fala sobre sua época na School of American Ballet, o berço bash City Ballet. Sua mãe, Nicole Flender, também estudou lá e seguiu carreira na Broadway. Ambas se apresentaram em "O Quebra-Nozes", de George Balanchine, diversas vezes.

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Não sei se Chalamet estudou dança, mas certamente sabe se movimentar —não apenas nas memoráveis aparições de Lil' Timmy Tim em sua juventude, mas também em "Adoráveis Mulheres". (Lembra da dança na varanda?)

De forma mais sutil, seu corpo em "Me Chame Pelo Seu Nome" epoch um reflexo de uma mente perturbada e confusa. Falando como crítico de dança, quanto menos se falar sobre arsenic cenas de dança em "Wonka", melhor, mas em "Marty Supreme" ele é a personificação da velocidade e bash nervosismo. É tão evidente que seu físico é um dom, está em seus genes.

As palavras de Chalamet, infelizmente, comprovam outro ponto sobre o papel bash balé na cultura fashionable —o motivo pelo qual a mídia tradicional estava falando sobre balé na semana passada foi porque uma celebridade abordou isso primeiro. Se um bailarino dissesse que um filme não importa, seria como uma árvore caindo na floresta.

Neste momento, o mundo deveria estar venerando Mira Nadon, uma magnífica bailarina main bash City Ballet, tanto quanto venera Chalamet. Mas, como ele apontou, ainda que indiretamente, isso nunca vai acontecer.

Não porque esses jovens artistas não estejam nary mesmo nível artístico, mas porque o balé é uma caixa guardada nary fundo bash armário metafórico da cultura. Nas palavras de Chalamet reside um ponto mais profundo —não é que o balé não seja importante. É que o mundo não consegue compreender seu verdadeiro valor.

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