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Toffoli deixa Master, mas não estanca sangria do STF

Pela primeira vez, senadores da base governista não descartam o impeachment de um ministro do STF. Líderes relataram à coluna que o clima está muito desfavorável a Toffoli.

"Talvez seja a vítima, a cabeça que será entregue do STF", relatou essa fonte. O motivo do incômodo generalizado na esquerda e no centro é que senadores se desgastaram para defender as instituições - em particular o STF -, enfrentaram desgaste na opinião pública e foram surpreendidos pelo "uso desbragado que Toffoli fez do cargo".

"Todos nós que defendemos o STF ficamos expostos. Reforça o discurso da oposição de que instituições são podres. O ministro é a cara do sistemão", arremata um senador.

Na volta do carnaval, a pressão vai continuar. Já estão agendados dois depoimentos do banqueiro Daniel Vorcaro. A defesa do dono do Master confirmou que ele estará presente na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) no próximo dia 24 e na CPMI do INSS no dia 26.

O que vai definir se haverá impeachment ou a abertura de CPMI, na avaliação desses senadores, são fatos novos. Por ora, a tendência é que as investigações sobre Master sejam empurradas para a CPMI do INSS.

Nesse cenário, a pressão para estender essa comissão parlamentar pode funcionar. A leitura é que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), não terá força para segurar tudo. "Ou faz uma coisa ou outra", conclui um líder da base aliada.

Opinião

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.

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