A fala de Trump ocorreu por conta de uma pergunta de um repórter em uma reunião de gabinete, e o líder norte-americano utilizou o exemplo da Venezuela, que segundo ele está melhor do que nunca após a deposição do ditador Nicolás Maduro e os EUA terem assumido o petróleo do país sul-americano.
O presidente dos EUA disse que tanto Washington quanto Caracas fizeram muito dinheiro com as vendas de petróleo venezuelano pós-derrubada de Maduro. Ele acrescentou que a relação com a Venezuela está "incrível" desde então e até brincou que poderia "descer lá e concorrer contra a Delcy [Rodriguez, presidente interina da Venezuela], de tanto que eles gostam de mim na Venezuela".
O Irã, no entanto, não vem encarando de forma tão jocosa as ameaças a seu estoque e refinarias de petróleo em meio à guerra que trava contra os EUA. Líderes do regime têm dito nos últimos dias que qualquer ataque contra a ilha de Kharg, responsável por 90% da produção e exportação iranianas, seria respondido com ataques retaliatórios contra infraestrutura vital de países do Oriente Médio.

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"Temos conversas bem significantes e com as pessoas certas. (...) Mas estou o oposto de desesperado, eu não me importo. Bombardeamos eles diariamente e, inclusive, temos mais alvos que a gente quer atingir antes de terminarmos", afirmou Trump durante reunião de gabinete.
O presidente dos EUA voltou a dizer que está negociando com o Irã e afirmou que o regime se contradisse em falas públicas recentes sobre a existência de tratativas de cessar-fogo.
Trump afirmou que "o Irã está implorando para fazer um acordo", mas disse que "eu nem tenho certeza de que ainda estou disposto a fazer um acordo" com o Irã.
O líder norte-americano também desmentiu relatos da imprensa dos EUA de que ele estaria desesperado para chegar a um cessar-fogo com o Irã. Segundo ele, o Exército norte-americano fez 99% do trabalho, e o Estreito de Ormuz seria o 1% restante.
O regime iraniano afirmou nesta quinta-feira que transmitiu aos EUA via mediador Paquistão uma resposta oficial sobre a proposta de 15 pontos elaborada pelo governo Trump. A resposta ocorreu na noite de quarta, horas após a mídia estatal ter dito que Teerã rejeitou a proposta, e apresentou sua própria contraproposta com cinco pontos.
Ao mesmo tempo, o secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, disse que "nós rezamos por um acordo", durante pronunciamento à imprensa ao lado de Trump.
Na quarta-feira, o regime iraniano chamou o plano de Trump de "excessivo e desconectado da realidade" e disse que o presidente dos EUA, Donald Trump, não ditará o fim do conflito. Uma contraproposta foi submetida pelo governo iraniano.
O que diz a contraproposta
Segundo a Press TV, autoridades iranianas estabeleceram cinco condições sob as quais o Irã concordaria em encerrar a guerra. Elas incluem:
- A interrupção total da "agressão e dos assassinatos" por parte do "inimigo".
- O estabelecimento de mecanismos concretos para garantir que a guerra não seja retomada.
- O ressarcimento e reparações por danos causados durante a guerra.
- O fim da guerra em todas as frentes e para todos os grupos de resistência envolvidos em toda a região.
- O "exercício da soberania" do Irã sobre o Estreito de Ormuz.
Autoridades iranianas acrescentaram ainda que essas exigências se somam às demandas já apresentadas por Teerã durante a segunda rodada de negociações em Genebra, realizada poucos dias antes do ataque de EUA e Israel ao país
Proposta dos EUA: plano de paz com 15 pontos
O documento elaborado pelos EUA tem 15 pontos e envolve os programas nuclear e de mísseis balísticos iranianos. Segundo as agências de notícias e o jornal norte-americano "The New York Times", entre os pontos do plano estão
- o comprometimento de nunca buscar desenvolvimento de armas nucleares;
- a limitação no alcance e no número de mísseis iranianos;
- a desativação das usinas de enriquecimento de urânio de Natanz, Isfahan e Fordow;
- o fim do financiamento a grupos aliados na região, como Hamas e Hezbollah;
- a criação de uma zona marítima livre no Estreito de Ormuz.
As autoridades paquistanesas descreveram à agência que o plano norte-americano, de forma geral, abrange alívio de sanções, cooperação nuclear civil, redução do programa nuclear do Irã, limites para mísseis e acesso para navegação pelo Estreito de Ormuz.

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