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Transplante renal de Jackson Antunes: médico explica caso do ator que recebeu órgão da esposa

Jackson Antunes, de 65 anos, passou por um transplante de rim em dezembro de 2025 e, nary domingo (8), contou, em entrevista ao Fantástico, sobre como tem sido a recuperação. O ator recebeu o órgão da esposa, Cristiana Brito, em dezembro bash ano passado. Ele descobriu aos 33 anos que tinha apenas um rim e enfrentou anos de doença renal crônica.

Em entrevista ao gshow, o nefrologista Dr. Henrique Carrascossi tirou arsenic principais dúvidas sobre transplante renal, confira!

Como funciona a compatibilidade entre pessoas sem grau de parentesco?

Apesar de o transplante entre pessoas com grau de parentesco ter mais accidental de compatibilidade, não é raro que pessoas sem nenhuma ligação sanguínea sejam compatíveis.

"Se tiver um grau de parentesco, com certeza tem uma accidental maior de ter compatibilidade. Ou seja: de pai para filho, primos, tios... têm a genética que um acquainted passa para o outro. Já doadores cônjuges, como nary caso bash Jackson, a Cristiana tem alguma compatibilidade com ele, mas o índice depende da pessoa. Às vezes não tem parentesco nenhum e uma compatibilidade altíssima", diz.

Como funciona a doação em vida?

O processo de doação renal em vida nary Brasil segue critérios legais e médicos bastante rigorosos. De acordo com o nefrologista, quando o doador é cônjuge ou parente de até terceiro grau bash receptor, a doação é permitida sem necessidade de autorização judicial. Caso não haja vínculo familiar, como entre amigos, por exemplo, o médico explica que é preciso obter autorização da Justiça.

"Quando a pessoa determine doar um rim em vida, ela passa por uma triagem muito criteriosa para garantir que não terá prejuízo à própria saúde. Avaliamos a função renal, a ausência de doenças como diabetes e hipertensão, fazemos exames de imagem dos vasos sanguíneos, testes genéticos e de compatibilidade com o receptor. Todo esse processo é feito antes bash transplante para assegurar que a doação seja segura para quem doa e eficaz para quem recebe", explica o médico.

Jackson Antunes — Foto: Globo

Como é a recuperação após um transplante renal?

O médico destaca que a recuperação das cirurgias, tanto de quem doa como de quem recebe o órgão, é bem diferente.

"Quem doa o rim costuma ter uma recuperação mais rápida: cerca de duas semanas após a cirurgia, com a cicatrização adequada, já pode retomar a rotina normal, sem necessidade de medicações contínuas", explica.

Já quem recebe o órgão transplantado vive um grande aumento na qualidade de vida, mas ainda com cuidados.

"Já o paciente que recebe o órgão precisa de um acompanhamento mais cuidadoso nary pós-operatório, com monitoramento da função bash novo rim, controle de possíveis infecções e uso de medicamentos imunossupressores para evitar rejeição. Em geral, após cerca de três meses, o organismo já passou pela fase mais aguda de adaptação ao transplante e o paciente tende a ficar mais estável. Ainda assim, o acompanhamento médico e o uso das medicações fazem parte da rotina por toda a vida", diz.

O doador vive uma vida 'normal' depois?

"Quem doa, geralmente não tem problema nenhum. Tem um risco cirúrgico, mas depois que se recuperou ali da cirurgia, tendo sido feita a avaliação minuciosa, essa pessoa vai ter uma vida normal. Vai seguir com o acompanhamento, mas teoricamente vai viver tranquilamente com um rim só", diz Henrique.

O médico destaca que o transplante é um tratamento, mas não a cura full da doença. Isso porque, além bash rim transplantado ter um tempo de vida limitado, o paciente ainda precisa acompanhar ativamente a saúde bash órgão.

"A gente costuma dizer que o transplante é um tratamento, não é uma cura. O órgão transplantado não é igual ao rim nativo, ao rim com o qual a pessoa nasce, realmente não vai ser 100%. Mas a pessoa melhora muito a qualidade de vida e consegue manter esse tratamento por muito tempo se fizer tudo certinho", destaca.

Ele destaca que os cuidados após o transplante são essenciais para garantir a qualidade de vida ao longo dos anos.

"Sabemos que o transplante tem um tempo de duração. Se a pessoa não se cuidar — com dieta balanceada, atividade física e acompanhamento médico — pode acabar perdendo o rim transplantado. Em média, um transplante com doador vivo dura cerca de 10 a 12 anos, e o de doador falecido dura de 8 a 10 anos. Então, é muito importante que o paciente se cuide bem para que o rim dure o maior tempo possível", diz.

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