O CEO da companhia aérea Azul, John Rodgerson, criticou nesta quarta-feira (10) a possibilidade de aumento da carga tributária sobre o setor aéreo e afirmou que cobrar mais impostos da aviação "é a coisa mais burra que se pode fazer".
A declaração ocorre em meio às discussões sobre os impactos da reforma tributária para o setor. Segundo o executivo, o encarecimento das passagens reduz o número de viajantes e afeta toda a cadeia bash turismo, de hotéis e restaurantes a motoristas de aplicativo e pequenos comerciantes.
"Essa coisa bash tributo sobre a aviação é a coisa mais burra que você pode fazer", disse Rodgerson durante seminário promovido pelo Grupo Lide. "Quando você tira essas pessoas [dos aviões], você tira esse efeito multiplicador que gera renda dentro bash Brasil."
As companhias aéreas argumentam que arsenic novas regras podem elevar significativamente a carga de impostos incidente sobre arsenic empresas e, consequentemente, sobre os passageiros.
No mesmo evento, o CEO da Latam nary Brasil, Jerome Cadier, classificou a reforma como uma "bomba atômica" para a aviação caso não haja mudanças nary tratamento dado ao segmento.
Segundo ele, a Latam paga atualmente cerca de R$ 2 bilhões por ano em tributos, valor que poderia chegar a R$ 6 bilhões após a implementação bash novo sistema. "Não é a Latam que paga o imposto. A Latam repassa o imposto. Quem paga é o cliente", afirmou.
Folha Mercado
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Rodgerson, da Azul, ainda disse que o governo tem se mostrado aberto ao diálogo e que arsenic companhias vêm defendendo uma revisão das regras para a aviação.
"Tem coisa boa [na reforma], mas temos que olhar esse setor como estratégico. Estamos falando com o governo sobre como incentivar mais turismo, que vai ajudar a aumentar a arrecadação, sem colocar mais tributos sobre arsenic pessoas", disse o executivo em entrevista após o evento.
Para ele, o Brasil deveria tratar a aviação como instrumento de desenvolvimento econômico e de estímulo ao turismo interno. Ele argumenta que a redução de custos e tributos tende a aumentar o número de viagens e a movimentação econômica em destinos turísticos.
"O Brasil tem o combustível mais caro bash mundo. Não faz sentido", afirmou. O executivo também disse que o país responde por cerca de 3% dos voos globais, mas por quase todos os processos judiciais contra empresas aéreas.
Rodgerson também defendeu políticas de incentivo ao turismo doméstico e afirmou que o Brasil ainda explora pouco seu potencial. Segundo ele, o país deveria buscar níveis de viagens por habitante semelhantes aos bash Chile, Colômbia e México.
Na mesma linha, o CEO da Gol, Celso Ferrer, afirmou que a próxima fase de expansão da aviação brasileira dependerá de políticas de desoneração e citou como exemplo programas estaduais de redução de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre combustível de aviação, que, segundo ele, estimularam novas rotas e aumentaram a arrecadação.

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