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Há 24 minutos
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaça realizar uma nova grande onda de ataques ao Irã na próxima terça-feira (7/4), caso o Estreito de Ormuz não seja reaberto.
Em uma postagem repleta de palavrões publicada neste domingo em sua rede social Truth Social, ele mencionou ataques a infraestrutura civil e disse ao Irã que o país "viverá no inferno" se a importante rota marítima não for aberta.
"Terça-feira será o Dia da Usina Elétrica e o Dia da Ponte, tudo junto, no Irã. Não haverá nada igual!!! Abram o maldito Estreito, seus bastardos loucos, ou vocês viverão no inferno - AGUARDEM! Louvado seja Alá. Presidente DONALD J. TRUMP", escreveu o republicano.
Ele havia estipulado anteriormente um prazo até 6 de abril para que o Irã fechasse um acordo. Posteriormente, em uma nova publicação em sua plataforma Truth Social, Trump escreveu: "Terça-feira, 20h, horário do leste dos EUA!"
Isso corresponde às 3h30 da manhã de quarta-feira, no horário de Teerã, capital do Irã (ou 21h de terça-feira pelo horário de Brasília).
Não está claro a que se refere a segunda publicação de Trump nas redes sociais. A BBC solicitou esclarecimentos à Casa Branca.

Crédito, Reprodução/Truth Social
Na última quinta (2/4), os EUA já haviam atacado uma ponte em construção em Karaj, cidade a oeste de Teerã, no que foi considerada por alguns analistas uma ampliação dos alvos americanos e um possível primeiro passo para novos ataques à infraestrutura de água, energia e transporte do país do Oriente Médio.
Ao jornal The Wall Street Journal, Trump disse neste domingo que, se o Irã quiser manter o estreito fechado, "perderá todas as usinas de energia e todas as outras instalações que possui em todo o país".
À emissora Fox News, ele afirmou que está considerando "explodir tudo e tomar o controle do petróleo" do Irã se um acordo para encerrar a guerra não for alcançado rapidamente.
Mas, na entrevista com o correspondente-chefe de assuntos internacionais da Fox, Trey Yingst, o americano também disse que há uma "boa chance" de um acordo ser fechado na segunda-feira. "Eles estão negociando agora", disse ele.
O presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou neste domingo que as "ações imprudentes de Trump estão arrastando os Estados Unidos para um inferno na Terra para todas as famílias".
"Não se enganem: vocês não ganharão nada com crimes de guerra", acrescentou.
Ghalibaf acusou Trump de seguir ordens do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e disse que "a única solução real é respeitar os direitos do povo iraniano e acabar com esse jogo perigoso".
Histórico de ameaças
Esta não é a primeira vez que Trump dá um ultimato a Teerã, na tentativa de reabrir o Estreito de Ormuz. Desde o início da guerra, em 28 de fevereito, ele já estabeceu diferentes prazos para o regime dos aiatolás fechar um acordo.
Relembre esse histórico de ultimatos:
1º prazo: Em 21 de março, Trump disse que "atacaria e obliteraria" usinas de energia, "começando pelas maiores", se o Irã não reabrisse a hidrovia em 48 horas.
2º prazo: Dois dias depois, ele disse que houve "conversas muito boas e produtivas" entre os países e adiou os ataques contra a infraestrutura energética por cinco dias.
3º prazo: Em 27 de março, Trump disse que adiaria os ataques às usinas de energia por 10 dias, "conforme solicitação do governo iraniano", estendendo o prazo para 6 de abril.
Aviso de 48 horas: No sábado (4/4), com o prazo de 6 de abril se aproximando, o presidente americano avisou que o Irã tinha "48 horas" antes que ele desencadeasse "o inferno".
Mais recente ameaça: Em uma postagem repleta de linguagem ofensiva, Trump reiterou essa ameaça neste domingo (5/4).
Por que o Estreito de Ormuz é tão importante
O Estreito de Ormuz é uma importante via comercial por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.
Desde o início da guerra entre os EUA e Israel com o Irã, inúmeros navios foram atacados na região.

Cerca de 3 mil navios costumam navegar pelo estreito todos os meses, mas esse número diminuiu drasticamente no período recente, com o Irã ameaçando atacar petroleiros e outras embarcações.
Cerca de um terço do comércio mundial de fertilizantes também passa pelo estreito, que é um canal vital para as importações do Oriente Médio, incluindo alimentos, medicamentos e suprimentos tecnológicos.
O bloqueio efetivo do estreito fez com que os preços do barril de petróleo disparassem. Há receios de que isso possa levar a uma forte alta da inflação mundial.
Anistia Internacional critica ameaças de Trump
A secretária-geral da organização de direitos humanos Anistia Internacional, criticou a publicação repleta de palavrões de Trump, com novas ameaças à infraestrutura civil do Irã.
"Que mensagem revoltante", escreveu Agnes Callamard, em uma publicação no X (antigo Twitter). "Os civis iranianos serão os primeiros a sofrer com a destruição de usinas de energia e pontes", acrescentou.
"Sem eletricidade, aquecimento ou água; sem poder fugir dos ataques. Potencial para uma série de crimes de guerra em cascata."
A mensagem de Callamard vem a público dias depois de um grupo de mais de 100 especialistas em direito internacional ter assinado uma carta aberta expressando "profunda preocupação" com o que consideram graves violações do direito internacional pelos EUA, Israel e Irã na guerra.
Em resposta ao relatório, a Casa Branca disse que Trump estava tornando toda a região mais segura e desconsiderou o que chamou de "os ditos especialistas".

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