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Trump: 'Não haverá cobrança de pedágio no Estreito de Ormuz a menos que seja imposta pelos EUA'

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (20) que não haverá cobrança de pedágio no Estreito de Ormuz, "a menos que seja imposta pelos EUA".

Em um post na rede Truth Social, Trump disse que, caso o acordo definitivo com o Irã não seja alcançado, seu governo pode cobrar taxas "como forma de reembolso de custos".

"Não haverá cobrança de pedágio no Estreito de Ormuz durante os 60 dias do período de cessar-fogo, e também não haverá cobrança de pedágio após o término desse período. A menos que seja imposta pelos Estados Unidos da América, caso o acordo não seja concluído, como forma de reembolso de custos passados, presentes e futuros", escreveu.

Estreito fechado após ataques do Líbano

O anúncio aumenta a tensão antes de uma nova rodada de conversas entre Washington e Teerã, prevista para ocorrer na Suíça e que, segundo o Paquistão, começa neste domingo (21).

Pouco antes, o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, havia dito à Fox News que não havia evidências de que a passagem marítima estivesse bloqueada. Um comunicado das Forças Armadas dos EUA também nega o bloqueio.

O Estreito de Ormuz é uma das rotas mais importantes do mundo para o transporte de petróleo e gás. A Guarda Revolucionária alertou embarcações para que não se aproximem da região e afirmou que a segurança dos navios poderá estar em risco caso tentem acessar a passagem.

Segundo a Guarda Revolucionária, a decisão foi tomada pelo que Teerã classificou como “crimes” de Israel no Líbano e de uma suposta violação, pelos Estados Unidos, dos compromissos para estabelecer um cessar-fogo.

A declaração ocorre dias depois de Estados Unidos e Irã assinarem um acordo provisório para tentar encerrar a guerra entre os dois países, que já dura quase quatro meses. O pacto foi fechado na quarta-feira (17) pelo presidente dos EUA, Donald Trump, e pelo presidente do Irã, Masoud Pezeshkian.

Mapa divulgado pelo Irã mostra controle em região do Estreito de Ormuz — Foto: Juan Silva/g1

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