O ministério disse em comunicado que não houve vítimas ou feridos no incidente, acrescentando que a Turquia se reserva o direito de responder a quaisquer ações hostis contra ela.
A Turquia – vizinha do Irã, que havia buscado mediar as negociações entre EUA e Irã antes da guerra aérea que começou no fim de semana – alertou "todas as partes para que se abstenham de ações que levem a uma escalada ainda maior", sugerindo que não estava preparada para pedir o apoio do bloco de defesa transatlântico.
O incidente gera preocupações mais amplas, já que, pela Turquia pertencer à Otan, uma agressão a seu território poderia arrastar todos os países da aliança para o conflito.

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Ancara poderia potencialmente invocar o Artigo 4 da Otan após a violação do espaço aéreo, caso considerasse a ameaça suficientemente grave, uma medida que poderia levar à ativação do Artigo 5 da aliança, que obrigaria os membros a defendê-la.
Não estava claro para onde o míssil se dirigia. A Otan condenou o ataque do Irã contra a Turquia, que possui o segundo maior exército do bloco, e afirmou estar firmemente ao lado de todos os aliados.
Os EUA mantêm forças aéreas estacionadas na base de Incirlik, no sul da Turquia, localizada em uma área vizinha à província de Hatay, onde, segundo as autoridades, caíram destroços do míssil interceptado pela OTAN.
Ancara afirma que Washington não utilizou Incirlik em seu ataque aéreo, em conjunto com Israel, contra o Irã, que desencadeou os ataques com mísseis e drones de Teerã.
O Irã não comentou o incidente imediatamente. Em uma conversa telefônica separada sobre os ataques com mísseis iranianos no Catar, um aliado próximo da Turquia, o porta-voz iraniano Abbas Araqchi disse a seu homólogo catariano que os mísseis tinham como alvo apenas interesses dos EUA, e não do Catar.
O Ministério da Defesa turco informou que o míssil sobrevoou o Iraque e a Síria antes de ser abatido pelos sistemas de defesa aérea e antimíssil da OTAN estacionados no leste do Mar Mediterrâneo, acrescentando que não houve vítimas no incidente.
"Todas as medidas necessárias para defender nosso território e espaço aéreo serão tomadas... (e) reservamo-nos o direito de responder a quaisquer ações hostis", disse o ministério, acrescentando: "Continuaremos a consultar a OTAN e nossos outros aliados".
Declarações de altos funcionários turcos não mencionaram o Artigo 4, e Ancara não comentou quando questionada pela Reuters.
O artigo afirma que os aliados da OTAN "consultarão entre si sempre que, na opinião de qualquer um deles, a integridade territorial, a independência política ou a segurança" de um membro estiver ameaçada.
O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, disse que não havia indícios de que o incidente acionaria o Artigo 5, que só foi invocado uma vez antes, após os ataques de 11 de setembro de 2001, e que marcaria uma grande escalada no conflito.

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