A expectativa de Trump é a de reduzir a dependência americana do mineral chinês. Zelensky já havia sinalizado disposição a assegurar o acesso de países aliados a esses recursos, indispensáveis na fabricação de itens produzidos pelas indústrias de tecnologia, armamentista e espacial.
No sábado (15), Zelensky participou da Conferência de Segurança de Munique e disse que o acordo não é do interesse da Ucrânia neste momento.
A proposta foi um dos focos das conversas de Zelensky com o vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, à margem da conferência na última sexta-feira (14).
"Eu não deixei os ministros assinarem um acordo relevante porque, na minha visão, ele não está pronto para nos proteger, para proteger nosso interesse", afirmou à agência de notícias Associated Press. Na ocasião, o presidente ucraniano também pediu a formação de um "Exército da Europa".
A Ucrânia está agora preparando uma "contraproposta" que será entregue aos EUA. "Acho importante que o vice-presidente [dos EUA] tenha entendido que, se quisermos assinar algo, temos que entender que funcionará", disse Zelensky à AP.
Isso significa, segundo ele, que "trará dinheiro e segurança".
EUA criticam decisão de Zelensky
Volodymyr Zelensky — Foto: Divulgação/ KRAINIAN PRESIDENTIAL PRESS SERVICE / AFP
O porta-voz do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, Brian Hughes, afirmou em um comunicado que "o presidente Zelensky está com a visão limitada em relação à excelente oportunidade que o governo Trump apresentou à Ucrânia".
Segundo ele, o acordo permitiria que os contribuintes americanos "recuperassem" o dinheiro enviado à Kiev, ao mesmo tempo que impulsionaria a economia da Ucrânia.
O comunicado acrescentou que Washington acredita que "laços econômicos vinculativos com os Estados Unidos serão a melhor garantia contra futuras agressões e uma parte integral de uma paz duradoura".
Europa à margem das negociações
Trump e Putin — Foto: Reuters
A decisão de Zelensky acontece em meio a um crescente receio dos países europeus de que os EUA possam excluí-los das conversas de paz entre Ucrânia e Rússia.
Na semana passada, Trump surpreendeu seus aliados europeus ao iniciar discussões sobre a invasão da Rússia em uma ligação com o presidente russo, Vladimir Putin.
A Casa Branca também alertou seus aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) que a Europa não será mais sua principal prioridade de segurança e que também poderá deslocar suas forças ao mudar o foco para a China.
O Kremlin tem pressionado para que as negociações de paz – que devem começar na Arábia Saudita nos próximos dias – discutam não apenas a guerra da Ucrânia, que se aproxima do terceiro aniversário, mas também a segurança europeia mais ampla.
Isso provocou temores entre as nações europeias de que Putin poderia retomar as exigências que ele fez antes da invasão de 2022, com o objetivo de limitar as forças da Otan no leste da Europa e o envolvimento dos EUA no continente.
Na semana passada, Trump também disse que "adoraria" ter a Rússia de volta ao G7, do qual foi suspensa em 2014, depois que anexou a península da Crimeia, na Ucrânia.
Na última sexta-feira, o discurso do vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, na Conferência de Munique, também gerou insatisfação na Europa ao indicar um posicionamento duro dos americanos em relação à política interna das nações europeias.
Uma fala do enviado especial de Trump para a Ucrânia e a Rússia no último sábado, general Keith Kellogg, acirrou ainda mais as tensões ao praticamente excluir os europeus das conversas de paz.
França reage aos EUA e marca conferência sobre Ucrânia
O presidente francês Emmanuel Macron discursa durante a Conferência Internacional sobre a Síria em Paris, França, 13 de fevereiro de 2025. — Foto: LUDOVIC MARIN/Pool via REUTERS
Em reação ao posicionamento americano, a França anunciou neste domingo que vai sediar em Paris uma reunião para tratar dos esforços dos EUA para acabar com a guerra na Ucrânia.
Foram convidados chefes de governo da Alemanha, Reino Unido, Itália, Polônia, Espanha, Holanda e Dinamarca para discutir "a situação na Ucrânia" e a "segurança na Europa', de acordo com a presidência francesa.
Neste domingo, a agência de notícias Reuters informou que as autoridades americanas haviam entregado aos líderes europeus um questionário perguntando, entre outras coisas, quantas tropas poderiam contribuir para a aplicação de um acordo de paz na Ucrânia.
No entanto, nenhum aliado europeu foi convidado para as conversas entre russos e americanos que acontecerão nesta semana na Arábia Saudita.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, minimizou a reclamação dos europeus e disse que o acordo com a Rússia "não foi finalizado ainda". "Um processo em direção à paz não é uma coisa de uma reunião só", disse à rede CBS no encerramento da Conferência de Segurança de Munique neste domingo.

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1 ano atrás
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