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Vendas de motos superam as de carros puxadas por mulheres, jovens e apps

A popularização dos smartphones e a crise econômica de 2015/2016 empurrou muitos autônomos para esse trabalho. Se em 2012, os serviços de malote e entregas por motocicleta reuniam 55 mil trabalhadores, segundo o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), em 2024, o total de entregadores que utilizam motocicletas atingiu 455.621 pessoas, aumento de 18% em comparação com 2022 (385.742), segundo pesquisa da Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento).

22% dos motociclistas utilizam o veículo exclusivamente para o trabalho.
Abraciclo

Para esses trabalhadores, comprar e manter uma moto sai bem mais barato do que um carro. Enquanto o custo médio de manutenção de uma motocicleta é de R$ 763 por mês para quem trabalha 40 horas semanais, esse valor sobe para R$ 2.462 para um motorista de aplicativo com a mesma carga horária mensal, diz a Cebrap.

Ainda assim, o salário de quem pode comprar um carro é maior. Após os descontos de manutenção, o ganho médio de um motociclista é de R$ 4.037 se ele trabalhar o mês todo sem ociosidade. Com 30% do tempo sem corrida, o valor cai para R$ 2.669. Para carros, o salário médio é de R$ 5.058, e de R$ 3.083 para ociosidade de 30%.

Um dos principais gastos é com seguro, mais caro para motociclistas de app. Esse valor é de 30% a 50% maior, diz Jaime Soares, presidente da comissão de seguro auto da FenSeg (Federação Nacional de Seguros Gerais). "Mas esse percentual varia conforme a experiência estatística de cada seguradora, além de fatores como região de circulação, perfil do condutor, modelo do veículo e histórico de sinistros." O seguro de um CG 160, uma das mais usadas por entregadores, custa entre R$ 4.300 e R$ 5.300 para esse público, segundo a entidade.

Ganha mais quem se planeja. O condutor que inclui no cálculo manutenção, depreciação do veículo, reposição de capital, inflação e reservas obrigatórias "percebe que o ganho líquido real não supera um salário mínimo mensal", diz Paulo Xavier, presidente da Fembrapp (Federação dos Motoristas por Aplicativos do Brasil). Quem não contabiliza esses custos, diz, "tende a acreditar que está faturando até quatro salários, um lucro aparente."

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