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VÍDEO mostra agente atirando contra professora durante operação de imigração nos EUA: 'Hora de ficar agressivo'

O material divulgado faz parte do processo que investiga o caso e coloca em dúvida a versão apresentada pelo governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

  • Logo após o tiroteio, o governo afirmou que Marimar Martinez, cidadã americana, havia avançado com o carro contra os agentes e realizado uma “emboscada”.
  • Segundo o órgão, o disparo ocorreu em legítima defesa.
  • As imagens, porém, sugerem que os próprios agentes podem ter atingido o veículo dela.

Martinez, de 31 anos, seguia os agentes em 4 de outubro de 2025 para alertar moradores sobre a presença da imigração. Foi neste momento em que houve uma batida entre o carro dela e a viatura.

As gravações mostram agentes dentro de um veículo da Patrulha de Fronteira. Pouco antes da batida, um deles é ouvido dizendo: “fale alguma coisa, vadia”. Em seguida, outro afirma que eles estavam sendo cercados. “Está na hora de ficar agressivo”, diz.

Momentos depois, o vídeo mostra o motorista, o agente Charles Exum, virando bruscamente o volante. Um agente diz: “Fomos atingidos, fomos atingidos”. Exum então abre a porta com a arma em punho, e disparos são ouvidos. Segundo o processo, ele atirou cinco vezes.

Imagem mostra marcas de tiros em banco de carro dirigido por professora baleada nos EUA — Foto: REUTERS/Jim Vondruska

A professora foi baleada, deixou o local dirigindo e foi levada de ambulância a um hospital. Ela chegou a ser denunciada por obstruir um agente federal. As acusações, no entanto, foram retiradas em novembro.

Ainda assim, o Departamento de Segurança Interna manteve uma publicação em que classificava a professora como “terrorista doméstica”. O governo dos EUA justificou que o agente agiu em legítima defesa.

Agente se gabou de pontaria

Agente da Polícia de Fronteira segura arma após professora ser baleada nos EUA — Foto: U.S. Attorney's Office via REUTERS

Durante o processo, surgiram provas de que Exum dirigiu o carro da Patrulha de Fronteira envolvido no caso até uma base no estado do Maine. O veículo passou por reparos no local antes que pudesse ser examinado pela investigação.

Mensagens de texto sobre o caso também foram divulgadas. Em uma delas, Exum afirma ter se gabado da própria pontaria em um grupo com outros agentes.

“Disparei cinco vezes e ela ficou com sete buracos. Coloquem isso no livro, rapazes.”

Os registros incluem ainda um e-mail enviado na tarde do tiroteio pelo oficial Gregory Bovino, então comandante responsável por operações em Los Angeles, Chicago e Minneapolis. Na mensagem, ele agradece a Exum pelo “excelente serviço” e sugere que ele adie a aposentadoria.

“Você ainda tem muito a fazer!”, escreveu.

Martinez afirmou que pediu a divulgação das imagens após as mortes de dois manifestantes baleados por agentes federais de imigração em Minneapolis no mês passado. O advogado dela, Christopher Parente, disse que pretende entrar com uma ação civil.

A professora Marimar Martinez sobriveu após ser baleadas por agentes da Patrulha de Fronteira dos EUA — Foto: REUTERS/Jim Vondruska

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