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Vídeo mostra momento em que jornalista é sequestrada no Iraque

Ela permanece desaparecida e autoridades iraquianas acreditam que ela esteja sendo mantida em cativeiro em Bagdá. Um suspeito foi preso e está sendo interrogado.

Segundo autoridades americanas e iraquianas, ela tinha sido alertada sobre ameaças contra ela nos dias que antecederam o crime (veja mais abaixo).

A jornalista americana Shelly Kittleson posa para uma foto com celular em um café em Bagdá, Iraque, em 25 de março de 2025. — Foto: Associated Press

Jornalista freelancer trabalhou por anos no Iraque e na Síria, e é descrita por quem a conhecia como profundamente conhecedora da região e das comunidades que cobria.

Autoridades iraquianas acreditam que ela esteja sendo mantida em cativeiro em Bagdá

As forças de segurança iraquianas perseguiram seus sequestradores e prenderam um suspeito depois que o carro que ele dirigia sofreu um acidente, mas os outros sequestradores conseguiram escapar com a jornalista em um segundo carro.

Um oficial da inteligência iraquiana, que falou sob condição de anonimato por não estar autorizado a comentar, disse à agência de notícias Associated Press que as autoridades iraquianas acreditam que ela esteja sendo mantida em cativeiro em Bagdá e estão tentando localizá-la e garantir sua libertação.

Ele afirmou que as autoridades “têm informações sobre o sequestrador”, mas se recusou a dar mais detalhes.

Autoridades americanas alegaram que Kittleson foi sequestrada pelo Kataib Hezbollah, uma milícia iraquiana ligada ao Irã e já envolvida em sequestros anteriores de estrangeiros. O grupo não reivindicou o sequestro e o governo iraquiano não se pronunciou publicamente sobre a filiação dos sequestradores.

Ela foi alertada sobre ameaça dias antes do sequestro

Hussein Alawi, assessor do primeiro-ministro Mohammed Shia al-Sudani, afirmou que Kittleson tentou entrar no país pela fronteira de al-Qaim, vinda da Síria, em 9 de março mas foi impedida, segundo a Associated Press.

Isso aconteceu porque ela não tinha autorização de imprensa e por preocupações de segurança devido à "escalada da guerra e aos projéteis aéreos sobre o espaço aéreo iraquiano como resultado da guerra contra o Irã".

Ela entrou no país posteriormente, após obter um visto de entrada única para o Iraque, válido por 60 dias emitido para permitir que cidadãos estrangeiros retidos em países vizinhos "transitassem pelo Iraque para chegar aos seus países de origem por meio de rotas de transporte disponíveis", disse ele.

Kittleson entrou em Bagdá alguns dias antes de ser sequestrada e estava hospedada em um hotel na capital, disse ele.

O oficial de inteligência iraquiano afirmou que, antes do sequestro de Kittleson, iraquianos entraram em contato com autoridades americanas para informá-las sobre uma ameaça específica de sequestro contra ela por milícias ligadas ao Irã.

Dylan Johnson, secretário de Estado adjunto dos EUA para assuntos públicos, disse na terça-feira que "o Departamento de Estado cumpriu anteriormente seu dever de alertar esse indivíduo sobre as ameaças contra ele".

“O incidente está sendo acompanhado de perto pelas agências de segurança e inteligência iraquianas, sob a supervisão de” al-Sudani, disse Alawi.

'Vou rezar por ela', disse mãe da jornalista

A mãe de Kittleson, Barb Kittleson, de 72 anos, que falou com a Associated Press em sua casa em Mount Horeb, Wisconsin, disse que soube do sequestro por meio de uma reportagem na terça-feira e que recebeu a visita do FBI em sua casa na noite de terça-feira.

Ao ser questionada sobre como se sentia em relação ao sequestro, ela disse: "Terrível. Assustada. Vou rezar por ela."

Barb Kittleson disse que trocou e-mails com a filha pela última vez na segunda-feira. Shelly Kittleson enviou fotos dela mesma do Iraque, contou a mãe.

“O jornalismo era o que ela mais queria fazer”, disse Barb Kittleson. “Eu queria que ela voltasse para casa e desistisse, mas ela disse: ‘Estou ajudando as pessoas’”.
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