Problema é registrado com frequência no rio Drina, na Bósnia e Herzegovina. Ativistas apontam lixões ilegais em países vizinhos e cobram ação das autoridades.
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Chuvas fortes e o derretimento da neve levaram toneladas de lixo para o rio Drina, na Bósnia e Herzegovina.
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Um grande volume de resíduos se acumulou na superfície da água nos últimos dias, formando um tapete de poluição visível em vários trechos do rio.
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Entre os materiais encontrados estão garrafas plásticas, barris, resíduos hospitalares, embalagens de medicamentos e até animais mortos.
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A cena, segundo ambientalistas, se repete todos os anos durante o inverno.

Tapete de lixo volta a cobrir rio europeu
Chuvas fortes e o derretimento da neve levaram toneladas de lixo para o rio Drina, na Bósnia e Herzegovina. Um grande volume de resíduos se acumulou na superfície da água nos últimos dias, formando um tapete de poluição visível em vários trechos do rio.
Entre os materiais encontrados estão garrafas plásticas, barris, resíduos hospitalares, embalagens de medicamentos e até animais mortos. A cena, segundo ambientalistas, se repete todos os anos durante o inverno.
O rio Drina nasce em Montenegro, passa pela Sérvia e faz parte da fronteira natural da Bósnia e Herzegovina. De acordo com ativistas, o aumento do nível da água faz com que lixões ilegais instalados às margens de rios em municípios vizinhos sejam arrastados pela correnteza.
Segundo ele, o problema ultrapassa fronteiras administrativas e envolve diferentes países da região. “É um problema internacional. Começa em Montenegro, passa pela Sérvia e chega à Bósnia e Herzegovina”, afirmou.
Após serem retirados da água, os resíduos são levados para o aterro sanitário da cidade de Visegrad, onde acabam sendo queimados. O processo, de acordo com ambientalistas, libera partículas tóxicas no ar e representa mais um risco à saúde da população local.
Furtula afirma que o cenário reflete a falta de ação das autoridades. Segundo ele, as autoridades prometem todos os anos resolver o problema, mas as cenas continuam se repetindo.
Ativistas defendem que os governos locais façam o mapeamento dos pontos de despejo ilegal e instalem barreiras em diferentes municípios para conter o avanço do lixo e reduzir o impacto ambiental nos meses de inverno.
Trabalhador tenta fazer a limpeza do rio Drina, na Bósnia e Herzegovina — Foto: REUTERS/Amel Emric

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