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Virgínia aprova novo mapa eleitoral em meio a 'guerra das cadeiras' pelo controle do Congresso dos EUA; entenda

A medida, aprovada pelos eleitores do estado em um referendo, pode beneficiar o Partido Democrata no pleito por aumentar as chances dos democratas conquistarem quatro cadeiras adicionais na Câmara dos Deputados dos EUA.

Com isso, Virgínia se tornou o mais novo estado norte-americano a aprovar o redesenho do mapa eleitoral, algo que já ocorreu em outros estados como o Texas (republicano) e a Califórnia (democrata) em uma "guerra das cadeiras" entre democratas e republicanos pelo controle do Congresso dos EUA.

Essa "guerra das cadeiras" foi deflagrada pelo presidente Donald Trump, que busca manter seu partido, o Republicano, no controle do Congresso e contrariar uma tendência histórica em que o partido no poder perde cadeiras nas eleições de meio de mandato, chamadas de "midterms".

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As "midterms" estão marcadas para o início de novembro deste ano, e todos os assentos da Câmara serão renovados, além de um terço do Senado.

🔎 O ato de redesenhar os distritos com o objetivo de "quebrar" redutos de um partido e integrá-los a distritos de maioria rival é chamado, no país, de "gerrymandering".

Atualmente, os democratas detêm 6 dos 11 assentos destinados a Virgínia na casa legislativa. Com o novo mapa eleitoral, o partido de oposição de Trump terá "vantagem" em 10 dos assentos do estado. A configuração aprovada em referendo vai alterar a constituição estadual e será válida para as próximas três eleições: a de novembro, em 2028 e em 2030.

Com a aprovação do referendo, Virgínia se tornou o 9º estado dos EUA a ter aprovado um novo mapa eleitoral de olho nos "midterms", com democratas e republicanos alternando vitórias em seus redutos. Segundo a mídia norte-americana, agora os democratas têm um assento de vantagem em meio à "guerra das cadeiras". Ao menos outros nove estados norte-americanos têm discussões para mudar o mapa antes do pleito de novembro.

Apesar da aprovação do referendo, a medida ainda pode ser derrubada pela Suprema Corte estadual, que avaliará se o plano é legal.

Reações ao redesenho eleitoral na Virgínia

As principais figuras do Partido Democrata celebraram nas redes sociais o resultado do referendo na Virgínia. Por outro lado, os republicanos lamentaram. Políticos de ambos os partidos se acusaram de querer roubar as eleições de meio de mandato.

"Parabéns, Virgínia! Os republicanos estão tentando inclinar as eleições de meio de mandato a seu favor, mas ainda não conseguiram. Obrigado por nos mostrar como é defender nossa democracia e reagir", afirmou o ex-presidente Barack Obama.

O líder do Partido Republicano na Câmara dos Deputados, Mike Johnson, acusou os democratas de serem radicais, "violarem a lei e travar uma guerra" com o redesenho eleitoral. Ele também chamou a medida de extrema. Johnson prometeu que seu partido continuará com a investida para mudar os distritos eleitorais em outros estados.

O governador da Califórnia, Gavin Newsom, um dos principais nomes do Partido Democrata atualmente, afirmou que a Virgínia "venceu Trump em seu jogo de manipulação", e que em novembro será "o fim" para o presidente norte-americano.

O líder dos democratas na Câmara, Hakeem Jeffries, afirmou que é "guerra total, em todos os lugares, o tempo todo", em referência à investida de Trump para redesenhar distritos eleitorais.

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