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XP, BTG e Nubank são alvo de ação por propaganda enganosa em CDBs do Master

Segundo o Abradecont, as plataformas omitiram os riscos reais dos papéis e falharam na curadoria das recomendações de investimento. A ação sustenta que houve publicidade abusiva, capaz de criar uma falsa sensação de segurança e induzir investidores a perdas significativas.

De acordo com apuração da jornalista Mariana Barbosa, colunista do UOL, o Banco Master pagou comissões de até 5% para grandes plataformas distribuírem os CDBs. Assessores ouvidos pela colunista afirmam que a média das comissões ficou em torno de 4%. Reservadamente, corretoras contestam os valores e dizem que os percentuais não passaram de 2,5%.

Segundo a apuração, as comissões teriam rendido entre R$ 1,25 bilhão e R$ 2 bilhões a plataformas e assessores de investimento, com uma captação total estimada em cerca de R$ 50 bilhões.

Em nota, o FGC informou que já pagou 66,43% do total a ser devolvido aos credores do Banco Master, o equivalente a R$ 26 bilhões até o dia 23 de janeiro. Ao todo, cerca de R$ 40 bilhões deverão ser ressarcidos.

Os valores devolvidos pelo FGC não são corrigidos monetariamente, o que pode reduzir o rendimento efetivo dos investimentos. Já os valores acima do limite de garantia dependem do andamento da liquidação, sem prazo definido ou garantia de pagamento.

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