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Zema compara greve em universidades a politicagem, e outros presidenciáveis silenciam

O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) comparou a um ato de politicagem as greves nas universidades federais e na USP (Universidade de São Paulo).

Os outros três principais presidenciáveis, Lula (PT), o senador Flávio Bolsonaro (PL) e Ronaldo Caiado (PSD), ex-governador de Goiás, não responderam à reportagem sobre como veem a mobilização.

Iniciada em fevereiro, a greve de universidades e institutos federais atinge mais de 50 instituições, que reivindicam o cumprimento de acordos firmados em movimento anterior, de 2024.

Os servidores pedem, por exemplo, a implementação da jornada de 30 horas semanais e de um mecanismo de progressão funcional e ganho na remuneração sem exigência exclusiva de diploma, o RSC (Reconhecimento de Saberes e Competências).

O governo federal já afirmou que os acordos de 2024 estavam sendo implementados gradualmente, com a publicação, no final de março, da norma que prevê o RSC no plano de carreira dos cargos técnico-administrativos em educação.

Na USP, estudantes pedem o aumento no valor das bolsas e melhoria no restaurante universitário, entre outras demandas. Funcionários reivindicavam reajuste nos salários e a recomposição integral de perdas com a inflação.

Em assembleia na quinta-feira (23), os servidores da instituição aceitaram um acordo para encerrar a manifestação. Alunos, entretanto, seguem com a reivindicação.

Zema afirmou que a "greve mostra que as universidades públicas estão tomadas por uma minoria radical que está prejudicando o futuro de jovens que querem estudar e a vida dos professores que querem trabalhar".

Segundo o presidenciável mineiro, a universidade pública é lugar de quem quer aprender, "não de palanque onde pequenos grupos colocam a politicagem acima do estudo e da produção científica".

Sua gestão em Minas foi alvo de críticas da categoria por tentar transferir a Uemg (Universidade do Estado de Minas Gerais) para a União. A proposta, que não foi adiante, fazia parte da tentativa de renegociar as dívidas do estado com o governo federal.

A Folha questionou o posicionamento do presidente Lula por meio do PT, que transferiu a responsabilidade da resposta para a Secom (Secretaria de Comunicação Social), que, por sua vez, indicou que a demanda de campanha era com o partido.

Embora não tenha respondido ao questionamento, Lula já demonstrou contrariedade com as mobilizações anteriores na educação. Durante a greve de 2024 das universidades federais, o petista disse que não "tem medo de reitor".

Na época, ele também comparou a gestão da educação em seu governo com o de Jair Bolsonaro (PL), dizendo que o ex-presidente "nunca recebeu um reitor na vida dele". Os professores, que pediam reajuste salarial e recomposição do orçamento das instituições, pararam as atividades durante 69 dias.

Flávio Bolsonaro também não respondeu à reportagem. Quando era deputado estadual, foi autor de um projeto de lei para criar o programa Escola sem Partido no sistema de ensino do Rio de Janeiro, que previa, entre outros pontos, a proibição da "prática da doutrinação política e ideológica em sala de aula, bem como a veiculação, em disciplina obrigatória, de conteúdos que possam estar em conflito com as convicções religiosas ou morais dos estudantes ou de seus pais".

Outro candidato à direita, Ronaldo Caiado enfrentou no mandato em Goiás embate com a categoria de servidores. Em 2025, ele recebeu decisão favorável na Justiça para suspender uma greve na UEG (Universidade Estadual de Goiás) motivada por melhorias no plano de carreira.

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