O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), renunciou ao cargo neste domingo (22) com um discurso marcado por críticas ao governo Lula (PT) e promessas de acabar com o que chamou de "farra da corrupção".
"Ninguém aguenta mais a farra da corrupção, ninguém aguenta mais viver com medo, ninguém aguenta mais a conta não fechar no fim do mês. Não importa o quanto o brasileiro batalhe, o Brasil está sendo destruído por esse governo que está lá em Brasília", discursou o governador em solenidade em frente ao Palácio Tiradentes.
Zema é pré-candidato à Presidência da República, mas ainda não decolou nas pesquisas —no cenário mais provável do último Datafolha, tinha 4%, contra 38% de Lula, 32% de Flávio Bolsonaro e 7% de Ratinho Junior.
O governador de MG passou o cargo para o seu vice, Mateus Simões (PSD). Ele vai concorrer à sucessão estadual e tenta atrair o PL e representantes do bolsonarismo para o seu palanque.
Na semana passada, Simões disse à Folha que um eventual cenário em que Zema integrasse a chapa de Flávio Bolsonaro (PL) como vice à Presidência poderia contribuir com sua campanha à reeleição. Mas reconheceu que a articulação é complexa e vai além de Minas Gerais.
Em discurso, Zema fez um balanço dos sete anos e três meses à frente do governo mineiro, reiterou um discurso anticorrupção e disse que Minas é um exemplo para o Brasil: "Nós não somos um país fracassado, somos um país roubado [...] Chegou a hora de mudar o Brasil todo".
Também mirou o governo Lula ao defender um país onde "o empreendedor não é tratado como inimigo e onde o trabalhador pode andar na rua sem medo de ser assaltado."
"O brasileiro não quer um país perfeito. Ele só quer um país que seja dele outra vez, e não mais o Brasil dos intocáveis", declarou.
Mateus Simões também criticou o governo federal em seus discursos neste domingo, fez ressalvas sobre programas sociais e enfatizou o combate à criminalidade.
"Em Minas Gerais, quem tem direito de usar a força é só a polícia. Isso significa que qualquer bandido que tentar atuar aqui vai ser caçado e expulso, e vocês não me verão triste pelo resultado de nenhuma operação policial em que todos os policiais estejam vivos, que a minha preocupação é garantir que bandido seja preso e fique preso", disse.
Apesar de pertencer ao PSD, Simões se diz comprometido com os planos nacionais de Zema, e não com os nomes cogitados por seu partido (Ratinho Junior, Ronaldo Caiado e Eduardo Leite).
Na disputa estadual, o ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco pode deixar o PSD para lançar candidatura por outro partido com apoio de Lula (PT).
Anotações de Flávio indicaram descrença do PL sobre Simões. Além da possibilidade de apoio ao senador Cleitinho (Republicanos), o partido de Jair Bolsonaro também cogita lançar Flávio Roscoe, presidente da Fiemg (Federação das Indústrias de MG).

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