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5 erros que podem fazer você gastar muito mais na compra do celular

Comprar um celular novo exige cuidado: algumas decisões equivocadas podem transformar esse investimento em um gasto maior do que o necessário. Entre os erros mais comuns estão escolher um aparelho incompatível com o próprio perfil de uso, ignorar a política de atualizações e apostar em configurações que já dão sinais de defasagem, como modelos com apenas 4 GB de RAM e 128 GB de armazenamento. Embora possam parecer opções atraentes à primeira vista, essas escolhas tendem a reduzir a vida útil do aparelho e aumentar os gastos no médio e longo prazo.

Por isso, em um mercado onde os smartphones estão cada vez mais caros, analisar com atenção fatores como desempenho, armazenamento, suporte de software e custo-benefício é essencial para evitar arrependimentos e garantir uma compra realmente inteligente. A seguir, o TechTudo reúne cinco erros que podem fazer você gastar mais dinheiro na compra de um celular.

 Mariana Saguias/TechTudo Aprenda a evitar cinco erros comuns e torne a compra do seu próximo celular mais econômica e inteligente — Foto: Mariana Saguias/TechTudo

5 erros que fazem você gastar mais dinheiro na compra do celular

O TechTudo reuniu cinco erros comuns que podem levar o consumidor a gastar mais dinheiro na compra de um celular. Confira, no índice abaixo, os principais tópicos abordados ao longo da matéria.

  1. Comprar um celular muito avançado para o seu perfil de uso
  2. Comprar celulares com 4 GB de RAM e 128 GB de espaço interno
  3. Ignorar a política de atualizações
  4. Não calcular o custo de acessórios extras
  5. Comprar celulares no lançamento

1. Comprar um celular muito avançado para o seu perfil de uso

Conhecer o próprio perfil de uso é fundamental para fazer uma compra mais inteligente e evitar gastos desnecessários. Para quem utiliza o celular apenas para trocar mensagens, fazer ligações, acessar redes sociais e usar aplicativos bancários, investir em um smartphone topo de linha pode representar um desperdício de dinheiro. Afinal, boa parte dos recursos avançados e do desempenho oferecidos por modelos premium dificilmente será aproveitada na rotina.

Da mesma forma, optar por um aparelho muito básico quando as necessidades são mais exigentes também pode gerar prejuízos. Usuários que costumam jogar, produzir conteúdo, tirar muitas fotos ou utilizar diversos aplicativos simultaneamente podem enfrentar travamentos, limitações de desempenho e uma experiência insatisfatória com celulares de entrada. Nesses casos, a economia inicial pode acabar se transformando em frustração e em um gasto maior no futuro.

 Mariana Saguias/TechTudo Buscar uma experiência premium em modelos básicos pode ser um erro caro — Foto: Mariana Saguias/TechTudo

2. Comprar celulares com 4 GB de RAM e 128 GB de espaço interno

Há alguns anos, a combinação de 4 GB de RAM e 128 GB de armazenamento interno era suficiente para atender às necessidades da maioria dos usuários. Porém, a evolução dos sistemas operacionais e dos aplicativos elevou consideravelmente a demanda por desempenho. Atualmente, mesmo tarefas cotidianas exigem mais recursos do aparelho, o que torna essa configuração cada vez menos preparada para acompanhar o ritmo de uso ao longo dos anos.

Ao mesmo tempo, o armazenamento interno também passou a ser mais exigido. Fotos e vídeos em alta resolução, aplicativos mais robustos e recursos de Inteligência Artificial ocupam uma quantidade crescente de espaço, fazendo com que 128 GB sejam preenchidos com rapidez. Como resultado, celulares com essa configuração podem apresentar limitações em menos tempo, levando o consumidor a trocar de aparelho antes do esperado e, consequentemente, gastar mais dinheiro.

3. Ignorar a política de atualizações

Embora características como qualidade de câmera, desempenho e autonomia de bateria continuem entre os principais fatores na hora de escolher um smartphone, a política de atualizações de software também é importante para quem deseja economizar a longo prazo. Afinal, é ela que determina por quanto tempo o aparelho continuará recebendo novos recursos, correções de segurança e compatibilidade com aplicativos. Ignorar esse detalhe pode fazer com que um celular aparentemente vantajoso se torne obsoleto muito antes do esperado.

Esse cenário é ainda mais preocupante em modelos que oferecem um suporte limitado ou inexistente para futuras versões do sistema operacional. Um exemplo é o Moto G17, lançado em janeiro deste ano com o Android 16 e sem garantia de atualizações futuras. Na prática, isso significa que o aparelho já nasceu sem perspectiva de evolução. Considerando que o Android 17 já foi oficializado em 2026, consumidores que desconsideram a política de atualizações correm o risco de investir em um smartphone que irá perder relevância mais rapidamente.

 Mariana Saguias/TechTudo Enquanto a Samsung promete até seis anos de atualizações, a Motorola ainda possui modelos sem garantia de suporte futuro — Foto: Mariana Saguias/TechTudo

4. Não calcular o custo de acessórios extras

Ao comprar um smartphone, muitos consumidores concentram toda a atenção no preço do aparelho e acabam ignorando os gastos adicionais que podem surgir após a aquisição. Com o fortalecimento dos ecossistemas tecnológicos, fabricantes passaram a incentivar o uso de acessórios complementares, como smartwatches, fones de ouvido sem fio, carregadores de maior potência e outros dispositivos integrados. Embora esses produtos ampliem a experiência de uso, eles também podem elevar significativamente o investimento total.

Além disso, alguns acessórios essenciais nem sempre acompanham o aparelho. A Apple, por exemplo, deixou de incluir carregadores na caixa há alguns anos, o que obriga muitos consumidores a adquirirem o item separadamente. Já a Samsung, apesar de ainda fornecer carregadores, costuma incluir versões de menor potência do que a suportada pelo celular, o que limita a velocidade de recarga e incentiva a compra de adaptadores mais avançados. Por isso, antes de fechar negócio, é importante considerar todos os custos envolvidos para evitar surpresas no orçamento.

 Katarina Bandeira/TechTudo Desde o iPhone 12, lançado em 2020, a Apple deixou de incluir carregador na caixa, exigindo a compra do acessório separadamente — Foto: Katarina Bandeira/TechTudo

5. Comprar celulares no lançamento

Comprar um celular logo no lançamento pode parecer tentador, especialmente diante das campanhas de marketing que destacam recursos inéditos, design renovado e promessas de desempenho superior. No entanto, a pressa para adquirir um modelo recém-chegado ao mercado costuma ter um custo elevado. Nos primeiros meses após a estreia, os preços geralmente permanecem inflacionados devido à alta demanda e ao apelo da novidade, o que faz com que muitos consumidores paguem um valor acima do que o aparelho custará pouco tempo depois.

A desvalorização acelerada observada no mercado de smartphones mostra como a paciência pode se transformar em economia. Um exemplo recente é o Galaxy A57, que chegou às lojas em abril por R$ 3.599 na versão de 128 GB e já pode ser encontrado por cerca de R$ 2.298. Por isso, aguardar a estabilização dos preços costuma ser uma estratégia mais inteligente para quem busca o melhor custo-benefício.

 William Guido/TechTudo Samsung Galaxy A57 sofreu redução de preço meses após lançamento — Foto: William Guido/TechTudo

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