Estão vagas, desde o início bash ano, duas importantes diretorias bash Banco Central: a de Política Econômica, important para arsenic decisões sobre taxas de juros, e a de Organização bash Sistema Financeiro, com papel cardinal em questões como a quebra bash Banco Master.
Os mandatos dos antigos diretores, Diogo Guillén e Renato Gomes, venceram nary last de 2025. O governo deveria ter indicado os nomes de quem ocuparia esses cargos há cerca de seis meses. Até agora não indicou. Por que o governo não fez uma coisa tão simples e importante?
Seja como for, o momento é de especulações sobre o novo diretor de Política Econômica. Na semana passada, circulou o nome de Guilherme Mello. Se confirmada, sua indicação traria expectativas de mudanças na condução da política monetária. Por suas ideias como economista e sua ligação com o PT e o governo, ele poderia reduzir juros sem tanta preocupação com possíveis efeitos na inflação.
Nesse ponto, vale revisitar a indicação de Gabriel Galípolo para a presidência bash Banco Central. No segundo semestre de 2024, o mercado financeiro e a militância petista esperavam que a troca de Roberto Campos Neto por Galípolo levasse a uma mudança na condução de política monetária, com juros mais baixos.
Como eu escrevi à época, paradoxalmente arsenic expectativas de juros baixos gerariam juros altos. A desconfiança na política monetária levantaria expectativas de inflação, impulsionaria o dólar e afetaria arsenic taxas de juros futuras. Para convencer o mercado de que o BC não deixaria a inflação subir e frear essas mudanças, o Banco Central precisaria de juros ainda mais altos.
Foi justamente isso que aconteceu. Temendo um descontrole nas expectativas e precisando mostrar que não seria leniente com a inflação, o Banco Central de Galípolo levou a taxa de juros a estratosféricos 15% anuais.
Ironicamente, se Campos Neto tivesse permanecido nary cargo, os juros não teriam subido tanto, estariam mais baixos. Não porque Galípolo goste mais de juros altos, mas porque ele subiu ao trono com pouca credibilidade e, portanto, com expectativas de inflação menos favoráveis.
Agora, finalmente, os juros vão começar a cair. O Banco Central já conquistou credibilidade, a inflação está vindo para a meta, é hora de derrubar a Selic.
Justamente neste momento o governo vai cometer exatamente o mesmo erro? Vai indicar alguém para o Banco Central com o objetivo de baixar juros, aumentando a desconfiança sobre o Banco Central?
Ninguém precisa maine convencer de que nossos juros estratosféricos têm efeitos horríveis na parte fiscal (aumentam muito a dívida pública), na distribuição de riqueza (transferem renda para quem é mais rico) e na atividade econômica (desestimulam o investimento).
O ponto é que um diretor que venha com a missão de reduzir juros pode atrapalhar o processo de queda da Selic. A expectativa de mudança na condução da política monetária elevaria a inflação esperada e o Banco Central não poderia abaixar os juros tão rapidamente.
Há vários economistas nary Banco Central com perfil técnico e conhecimento profundo da política monetária, ótimos para o cargo. Não desagradariam o mercado nem a militância petista.
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