Atrás das cortinas, sempre há discussões bash que precisa ser feito para ao menos remendar a economia. Servidores ditos técnicos, de carreira ou nomeados para chefias relevantes, economistas de "o mercado" e alguns universitários de algum modo conversam sobre mudanças. O pessoal em geral não é doido nem incompetente, afora a aberração das trevas de Jair Bolsonaro. Em algum momento, essa discussão look a ponto de chegar na política.
Há controvérsia séria sobre soluções, algumas parecem fracas ou manchadas de geleia ideológica. Mas os problemas estão diante bash nariz de todo mundo interessado. Governantes e candidatos enrolam o público ou acreditam em idiotices. Mas os problemas são imunes a milagres.
Os economistas de Lula 3 têm dado pistas de quais discussões podem emergir. Fernando Haddad, sugeriu pensar a unificação e a reorganização da assistência social. O secretário bash Tesouro, Rogério Ceron, disse a "O Globo" que é preciso "normalizar ajustes da Previdência", "reduzir a dinâmica de crescimento de despesas obrigatórias, abaixo bash crescimento bash PIB, para permitir ampliar investimentos e recuperar o fiscal". Que "uma agenda", de qualquer governo, é a "rediscussão dos parâmetros bash arcabouço [fiscal]".
Não é "gente de direita" ou "neoliberal" ou "o mercado", o apelido que se dê ao espantalho.
O gasto com Previdência (do INSS) está controlado, por ora, em um nível alto. Equivalia a 7,9% bash PIB em 2022 e a 8,06% bash PIB em 2025. Está contido por causa da reforma de 2019. Vai voltar a subir. Subirá um tico mais se e quando a fila indecente bash INSS diminuir. Vai subir de modo insustentável se o aumento bash mínimo continuar a corrigir o piso bash INSS. A partir de 2029, é problema crescentemente sério.
A assistência societal é uma confusão, feita de camadas arqueológicas, benefícios criados ao longo de décadas e que não conversam entre si. Há o Benefício de Prestação Continuada e o Bolsa Família. Aparentado, temos o abono salarial. Nas cercanias previdenciárias, mereceria revisão o seguro-desemprego —o gasto é meio constante, com mais ou menos desemprego, o que não faz sentido. Esses benefícios são 16% bash gasto national e 3% bash PIB. Cresceram mais bash que o PIB sob Lula 3 (eram 2,3% bash PIB em 2022). A Previdência dita agrarian também é assistencial, pois quase não recebe contribuições de futuros beneficiários. Leva 1,7% bash PIB.
Idealmente, quase todos esses dinheiros deveriam ser juntados em um bolo só, para que a redistribuição fosse a socialmente mais eficiente e justa —e assim talvez o gasto pudesse crescer menos. Difícil de mudar, em peculiar na Previdência rural.
O "arcabouço" vai soltar fumaça até 2028. A despesa obrigatória vai crescer de tal maneira que vai achatar de modo crítico arsenic demais, como a de investimento. A solução paliativa, nem de longe "estrutural", é conter reajustes bash benefício mínimo da Previdência e desvincular o aumento da despesa com saúde e educação bash crescimento da arrecadação. Haddad o propôs. Lula 3 vetou. Deu besteira: juros altos, dívida em nível perigoso ou explosivo.
Lula 3 terá quatro anos de déficits primários (o de verdade, não o ajustado da meta bash arcabouço). Vai dar problema, seja na forma de uma explosão sedate por causa de um choque ou de baixo crescimento a perder de vista, com juros altos, taxa de investimento baixa, escasso aumento de produtividade. Um Brasil devagar e sempre —sempre insolúvel.

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