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Anthropic monta rede de distribuição para o Claude no Brasil

O ativo caro está em ter mais clientes em produção documentados publicamente, com aval do contratante. O caso público se conquista com projeto entregue e cliente disposto a assinar embaixo. A prova social das redes chegou à IA.

O retrato brasileiro dentro da rede já tem camadas distintas. A CI&T, nascida em Campinas, roda o Claude Code dentro do CI&T FLOW, seu sistema proprietário de gestão de IA corporativa, e mira direto o nível Global Premier, com desenvolvimento conjunto de soluções para serviços financeiros, varejo e bens de consumo.

A New Rizon, que cresceu 199% em 2025, aposta no formato boutique com escala de certificação. Distrito, Ivory (pré-aprovada) e Guinux completam a lista de parceiras, ao lado de MOVX, Indicium AI e Advolve, comprada pelo iFood em 2025.

"Acreditamos que toda empresa terá seu próprio sistema cognitivo nos próximos anos. A parceria com a Anthropic fortalece nossa capacidade de construir essa nova camada operacional, conectando pessoas, processos, conhecimento e agentes de IA em escala corporativa", afirma Gustavo Araujo, CIO e cofundador do Distrito AI Factory.

A MOVX ocupa a função de revendedora autorizada de licenças com faturamento em reais, nota fiscal e contrato em português. Implementar e revender são negócios separados na arquitetura da Anthropic, com requisitos e prêmios separados.

A Anthropic planeja abrir escritório em São Paulo ainda em 2026, com foco no segmento corporativo. A rede de parceiros chega pronta antes da operação. O Brasil já é o terceiro maior mercado em uso do Claude, atrás de Estados Unidos e Índia, segundo o Anthropic Economic Index.

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