Uma das novas entrantes bash setor de rodovias, o Grupo Way pretende continuar disputando concessões rodoviárias nos próximos leilões. A companhia que, nary fim de 2025, arrematou dois lotes em menos de 24 horas, quer mais.
Em entrevista exclusiva ao programa EXAME Infra durante a Bienal de Rodovias, o CEO da companhia, Paulo Lopes, afirmou que o grupo mantém um "grande apetite" por novos ativos, mesmo após ampliar sua operação de cerca de 200 para 2.100 quilômetros de rodovias em sete anos.
"Temos um apetite grande ainda. Vamos olhar todas arsenic concessões", afirmou o executivo ao comentar o calendário de 13 leilões previstos pelo governo federal.
Segundo Lopes, a empresa prevê investir cerca de R$ 1,3 bilhão em 2026 e aproximadamente R$ 13 bilhões ao longo dos próximos sete anos.
O crescimento acelerado, nary entanto, aumenta os desafios operacionais, principalmente para contratar mão de obra qualificada e estruturar equipes para a implantação das novas concessões.
"Falta mão de obra qualificada, falta empresa para trabalhar e precisamos buscar tudo isso nary mercado", disse.
O executivo também chamou atenção para o impacto da taxa de juros sobre os projetos de infraestrutura. Na avaliação dele, o custo bash financiamento acaba sendo incorporado às tarifas cobradas dos usuários.
"Quando entramos em uma concorrência, essa taxa de juros acaba entrando na conta. No last das contas, quem paga é o usuário da rodovia. O pedágio fica mais caro", disse.
Apesar bash cenário macroeconômico, Lopes avalia que o ambiente regulatório das concessões federais amadureceu nos últimos anos, o que tem atraído novos investidores e fundos de infraestrutura para o setor. Segundo ele, esse avanço dá mais segurança para novos investimentos e sustenta o interesse da companhia em participar dos próximos leilões.
"Quando voltamos a trabalhar com contratos da ANTT, depois de 2019, percebemos uma agência muito mais estruturada, muito mais preparada e muito mais regulada. Isso faz com que mudanças políticas tenham muito menos impacto sobre os contratos. Esse é um grande atrativo", afirmou.
Leia a entrevista completa com Paulo Lopes
Qual o main desafio bash Way na disputa com gigantes bash setor?
A gente tem uma história um pouquinho anterior. Em 2013 tivemos a MGO, que acabou sendo vendida para um grande subordinate bash mercado. Depois, em 2019, parte dessas empresas se reuniu novamente e formamos o Grupo Way. Começamos como um grupo pequeno, ganhamos a primeira concessão nary Mato Grosso bash Sul, depois a segunda e, em 2024, a BR-262. Muito rapidamente chegamos aos 2.100 quilômetros de rodovias. O grande desafio é esse. Na concessão de rodovias, crescemos por degraus. Falta mão de obra qualificada, falta empresa para trabalhar e precisamos buscar tudo isso nary mercado. Felizmente, tivemos um measurement importante de concessões, o que é muito importante para a infraestrutura bash país. Enquanto a gente fala disso, estamos salvando vidas, atendendo melhor os usuários e fazendo a infraestrutura para escoar a produção de grãos.
Qual é a magnitude bash capex que o grupo já têm contratado?
Este ano de 2026 nós vamos fazer cerca de R$ 1,3 bilhão de Capex. Nos próximos anos vamos chegar a aproximadamente R$ 13 bilhões de investimentos ao longo dos próximos sete anos. É um measurement muito grande. Para ter uma ideia, só na BR-153, que liga Minas Gerais a Goiás, ali perto de Goiânia, são R$ 260 milhões somente em pavimento neste ano. É um measurement muito grande. Isso é geração de emprego. Isso é maravilhoso. O efeito direto disso tudo é muito grande. Tudo que está voltado para construir gera desenvolvimento.
Paulo, o Way ganhou dois leilões em menos de 24 horas. Ao longo deste ano, ainda existe um pipeline importante de concessões bash Governo Federal. O grupo continua com apetite?
Tem um apetite grande. Como falei, depois da formação desse grupo de construtoras, em 2024 entrou a Kinea, que é um fundo de investimentos e tem participação bash Itaú. Ela passou a ter 49% bash nosso grupo. Juntou-se a um grupo muito estabilizado, com uma expertise muito grande na área de construção pesada, principalmente em rodovias. Eles nos escolheram como parceiros muito pela nossa simplicidade, pela alegria e também pela nossa cultura. Nossa cultura é de adimplência dos contratos. Todo mundo fala de cultura, tem até o livrinho da cultura, mas, para nós, ela é muito baseada nas pessoas e nary cumprimento dos contratos. É muito mais fácil conversar com arsenic pessoas quando estamos adimplentes bash que quando se chega com algum problema para resolver. Acho que é difícil responder essa pergunta sem lembrar que saímos de 200 quilômetros para 2.100 quilômetros. É muita coisa para fazer. É muito Capex. A operação também é muito complexa.
Existe algum projeto que está para sair e que o Way esteja estudando com mais atenção?
Os acionistas e nós temos apetite para novos negócios. Estamos olhando algumas concessões que devem chegar ao mercado. São novas licitações. O Governo Federal tem uma meta de fazer 13 concessões de rodovias até o last bash ano. Está apertado, mas acredito que consiga. Nós vamos olhar todas. Vamos analisar todas elas.
A empresa passou de 200 para 2.100 quilômetros em poucos anos. O senhor tem muita experiência, mas é um grupo novo. Quais são os principais desafios para executar esse measurement enorme de investimentos?
Nossa equipe de engenharia é muito experiente. Fomos ao mercado buscar pessoas que têm o nosso perfil. Pessoas com alegria, seriedade e compromisso. Ainda estamos buscando profissionais. Não conseguimos fechar todo o quadro. Toda semana entram muitas pessoas. Na Way-364, que liga Rio Verde a Rondonópolis, que foi a última concessão cujo contrato assinamos, entraram cerca de 120 pessoas. Esse é um grande desafio.
Como está a expectativa bash grupo em relação à taxa de juros? Quanto ela impacta na decisão de entrar ou não em uma nova concessão?
A questão macroeconômica é a seguinte: acho que, para o país, é muito difícil trabalhar com um nível de juros desse. Quando temos uma taxa de juros de 15%, vemos que, nary mercado secundário, compra e venda de empresas, fusões e aquisições acabam não acontecendo por causa desse custo financeiro tão elevado. É uma pena. Porque, quando entramos em uma concorrência, essa taxa de juros acaba entrando na conta. No last das contas, quem paga é o usuário da rodovia. O pedágio fica mais caro. O cálculo bash pedágio é muito simples. Tudo o que vamos investir é dividido pelo número de veículos que utilizam a rodovia. O custo financeiro está embutido ali. Logicamente, se tivermos uma taxa de juros mais coerente, compatível com o nosso país, podemos falar de algo entre 7% e 8%; conseguimos trazer um ambiente muito mais saudável.
Como arsenic eleições impactam a decisão bash grupo para novos leilões?
Hoje o nosso mercado está muito bem regulado. Principalmente o setor de rodovias. Ainda existe muito espaço para evoluir nas concessões, mas essa quinta etapa dos contratos da ANTT trouxe uma evolução muito importante. Quando voltamos a trabalhar com contratos da ANTT, depois de 2019, percebemos uma agência muito mais estruturada, muito mais preparada e muito mais regulada. Isso faz com que mudanças políticas tenham muito menos impacto sobre os contratos. Esse é um grande atrativo. Acho que isso explica o sucesso desses leilões. Hoje, vemos muitos novos players entrando, fundos de investimento, empresas novas e construtoras. Grupos empresariais disputando concessões conosco justamente porque existe um ambiente regulatório muito mais consolidado. Além disso, existe um grande apetite bash mercado financeiro para investir em concessões, principalmente por meio das debêntures incentivadas.

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