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Aumento do uso de cigarro eletrônico expõe falhas da proibição, diz associação de bares e restaurantes

A Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes) cobrou urgência na adoção de um marco regulatório para o mercado dos cigarros eletrônicos.

A entidade tem criticado a proibição ao uso de vapes por entender que ela apresenta falhas e não resolve o problema.

O posicionamento foi divulgado após pesquisa do IBGE mostrar que o uso de cigarros eletrônicos entre adolescentes disparou nos últimos anos.

Desde 2009, a Anvisa proíbe a fabricação, importação, venda e propaganda desses dispositivos eletrônicos. Mas não é difícil encontrar os produtos no mercado informal.

"Os dados oficiais confirmam que o modelo atual não entrega resultados. Insistir em nova consulta pública só atrasa o processo e mantém o mercado ilegal funcionando livremente. Isso prejudica os jovens, os consumidores adultos e o interesse público", disse o presidente-executivo da Abrasel, Paulo Solmucci.

A Abrasel diz que a falta de uma regulação tem impedido a definição de padrões mínimos de qualidade, rotulagem e composição dos produtos.

Além disso, diz que limita eventuais ações educativas, preventivas e de fiscalização.

"O consumo acontece à margem da lei, sem controle sanitário ou fiscalização. Quase um terço dos nossos adolescentes já experimentou o cigarro eletrônico, o que é alarmante", disse Solmucci.

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