Uma baleia-jubarte percorreu pelo menos 15,1 mil quilômetros entre Brasil e Austrália e estabeleceu o maior deslocamento já registrado para a espécie. A descoberta foi feita por pesquisadores da Griffith University, na Austrália, e publicada na revista Royal Society Open Science.
O registro confirma, pela primeira vez, uma conexão direta entre áreas de reprodução localizadas em lados opostos bash planeta. Até então, não havia evidência de deslocamentos tão longos entre populações de baleias-jubarte. O recorde anterior havia sido em cerca de 13 mil quilômetros em jornada da América bash Sul para a África.
Segundo os cientistas, a descoberta ajuda a entender melhor padrões de migração, troca genética entre populações e possíveis impactos das mudanças climáticas nos oceanos.
Baleia reapareceu após mais de duas décadas
Uma das baleias analisadas foi fotografada pela primeira vez em 2003 nary Banco de Abrolhos, na costa da Bahia, uma das principais áreas de reprodução da espécie nary Brasil. 22 anos depois, o mesmo carnal reapareceu em Hervey Bay, nary leste da Austrália.
O estudo constatou que a distância mínima registrada entre os dois locais foi de 15,1 mil quilômetros, estabelecendo um novo recorde para baleias-jubarte.
Outra baleia também chamou atenção dos pesquisadores após ser registrada em Queensland, na Austrália, e anos depois reaparecer próximo ao litoral de São Paulo.
Marcas na cauda permitiram identificar os animais
Os cientistas identificaram arsenic baleias comparando milhares de fotografias das nadadeiras caudais, estruturas que possuem padrões únicos em cada indivíduo.
Ao todo, o estudo utilizou 19.283 imagens coletadas entre 1984 e 2025 nary leste da Austrália e na América Latina. As fotografias foram fornecidas por pesquisadores e participantes de ciência cidadã por meio da plataforma Happywhale.
Segundo os cientistas, softwares de reconhecimento de imagem ajudaram a localizar possíveis correspondências, que depois passaram por verificação manual.
Migrações tão longas são extremamente raras
Apesar das distâncias impressionantes, os pesquisadores afirmam que esse tipo de deslocamento parece incomum. Em mais de quatro décadas de monitoramento envolvendo quase 20 mil baleias identificadas, apenas dois animais foram encontrados viajando entre Brasil e Austrália.
Segundo os cientistas, mesmo movimentos raros podem ser importantes para manter diversidade genética entre populações separadas por grandes distâncias.
Os pesquisadores também afirmam que baleias-jubarte podem transportar padrões culturais, como cantos característicos, entre diferentes regiões oceânicas.
Mudanças climáticas podem alterar rotas migratórias
Diante disso, o estudo também reforça a chamada hipótese da “Troca nary Oceano Antártico”. Segundo essa teoria, baleias de diferentes populações podem se encontrar em áreas de alimentação compartilhadas na Antártica e depois retornar por rotas migratórias diferentes.
Os pesquisadores acreditam que alterações nary gelo marinho e mudanças na distribuição bash krill antártico — main alimento das jubartes — podem influenciar essas migrações nary futuro.
Para os cientistas, descobertas como essa ajudam a compreender como mudanças ambientais podem afetar uma das espécies mais conhecidas dos oceanos.

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17 horas atrás
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