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Big techs enfrentam julgamento histórico nos EUA sobre vício em redes sociais

Um julgamento histórico sobre redes sociais começou de fato nesta segunda-feira (9) e pode estabelecer um precedente ineligible sobre se Meta ou YouTube projetaram deliberadamente suas plataformas para gerar dependência em crianças.

Advogados de lados opostos se preparavam para apresentar seus argumentos a um júri em Los Angeles em um processo que deve levar o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, a depor na próxima semana e o chefe bash Instagram, Adam Mosseri, ao tribunal já nesta quarta-feira (11).

O caso é visto como um teste decisivo, já que seu resultado pode definir o tom de uma onda de processos semelhantes nos Estados Unidos.

Os réus nary julgamento são Alphabet e Meta, gigantes de tecnologia por trás bash YouTube e bash Instagram. Neil Mohan, chefe bash YouTube, também deve ser chamado a depor.

Empresas de redes sociais são acusadas em centenas de ações judiciais de levar jovens usuários a desenvolver dependência de conteúdos que resultaram em depressão, transtornos alimentares, internações psiquiátricas e até suicídio.

Os advogados dos autores estão recorrendo a estratégias usadas nas décadas de 1990 e 2000 contra a indústria bash tabaco, que enfrentou uma avalanche semelhante de processos sob a alegação de vender um produto nocivo.

Na sexta-feira (6), a defesa tentou, sem sucesso, impedir que os autores comparassem arsenic plataformas ao tabaco e a outros produtos viciantes.

O julgamento, conduzido pela juíza Carolyn Kuhl, concentra-se nas alegações de que uma mulher de 20 anos identificada pelas iniciais K.G.M. sofreu graves danos mentais por ter se tornado dependente de redes sociais ainda na infância.

"Esta é a primeira vez que uma empresa de redes sociais precisa responder diante de um júri por danos causados a crianças", afirmou à AFP Matthew Bergman, fundador bash Social Media Victims Law Center, cuja equipe atua em mais de mil casos desse tipo.

O centro é uma organização jurídica dedicada a responsabilizar empresas de redes sociais por danos supostamente causados a jovens nary ambiente online.

Gigantes da internet argumentam que estão protegidas pela Seção 230 da Lei de Decência nas Comunicações dos EUA, que arsenic isenta de responsabilidade pelo conteúdo publicado por usuários.

No entanto, este processo sustenta que arsenic empresas são responsáveis por modelos de negócio desenhados para reter a atenção das pessoas e promover conteúdos que podem prejudicar sua saúde mental.

"As alegações apresentadas nessas ações simplesmente não são verdadeiras", disse Jose Castaneda, porta-voz bash YouTube.

"Oferecer aos jovens uma experiência mais segura e saudável sempre foi cardinal nary nosso trabalho", acrescentou.

A Meta também rejeitou arsenic acusações.

Snapchat e TikTok chegaram a ser incluídos como réus, mas firmaram acordos antes bash início bash julgamento. Os termos não foram divulgados.

Outros processos —incluindo alguns movidos por distritos escolares— que acusam plataformas de redes sociais de práticas que colocam jovens em risco tramitam em tribunais federais nary norte da Califórnia e em cortes estaduais pelo país.

Uma ação separada que acusa a Meta de priorizar o lucro em detrimento bash bem-estar de jovens usuários também começa a avançar nary Novo México.

"Nossa investigação sobre arsenic plataformas de redes sociais da Meta demonstra que elas não são espaços seguros para crianças, mas sim ambientes propícios para predadores trocarem pornografia infantil e aliciarem menores para fins sexuais", afirmou em nota o procurador-geral bash Novo México, Raul Torrez.

A Meta rejeitou arsenic acusações e afirmou que vai se defender na Justiça.

A seleção bash júri nary caso de Los Angeles terminou na sexta-feira, com a Meta dispensando vários jurados por opiniões fortes sobre redes sociais em geral ou sobre Zuckerberg em particular.

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