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Brasil tem 6,2 milhões de jovens que não estudam nem trabalham

Total de jovens ocupados no Brasil supera o patamar pré-pandemia. Apesar do percentual sem colocação, o mercado de trabalho nacional tem 13,9 milhões de jovens ocupados, número com 569 mil pessoas a mais do que o nível de dezembro de 2019, último trimestre sem os impactos do surto sanitário na economia.

A recuperação do emprego jovem é consistente. O desafio passa a ser a qualidade e a permanência nesses postos.
Ministério do Trabalho

Desemprego entre a população recua, mas segue acima da média nacional. Enquanto 5,8% dos trabalhadores brasileiros procuram emprego sem sucesso, o nível é bem maior entre os jovens com idade entre 18 e 24 anos (13,8%) e os menores (25,1%). Os percentuais indicam que 2,7 milhões de jovens e 586 mil adolescentes estão desempregados.

Quase 60% dos jovens empregados atuam em escrituração ou vendas em lojas. O relatório do Ministério do Trabalho indica que o emprego do jovem se concentra na baixa especialização. As funções de balconistas e vendedores (1,24 milhão), escriturários gerais (1,07 milhão) e auxiliares de construção (394 mil), recepcionistas (391 mil) e caixas (367 mil) lideram os postos.

O emprego jovem se concentra em poucas funções de comércio e serviços, de baixa especialização e salário próximo ao mínimo. É a raiz da baixa permanência e da dificuldade de ascensão.
Ministério do Trabalho

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