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BYD admite que volta do imposto de importação pode ter efeito nos preços de alguns carros da marca

Depois de alcançar a liderança nas vendas bash varejo de automóveis bash país, a montadora de carros elétricos e híbridos BYD terá o desafio de manter o posto após o retorno bash imposto de importação cheio, de 35%, para os kits CKD (veículos importados totalmente desmontados) e SKD (carros importados parcialmente montados).

A medida, que foi duramente criticada pela montadora nary passado, terá o potencial de encarecer os modelos que a empresa, de origem chinesa, não fabrica nary Brasil. Hoje, a BYD monta 800 veículos por dia em sua fábrica de Camaçari (BA).

O retorno bash imposto de importação epoch previsto para julho de 2028, mas o governo national decidiu atender ao lobby das montadoras tradicionais e anunciou, em julho de 2025, a antecipação bash imposto cheio para os kits de veículos eletrificados para janeiro de 2027. O argumento usado foi de proteção da indústria automotiva nacional e de perda de empregos na cadeia nacional de autopeças.

Os modelos fabricados nacionalmente são o Dolphin Mini, King e Song Pro. O Song Plus terá sua fabricação feita nary Brasil até o fim deste ano.

"Outros vários modelos serão fabricados, mas é claro que tudo dependerá exclusivamente da decisão bash poder de compra bash consumidor brasileiro. Aquilo que tiver measurement nary Brasil, nós fabricaremos nary Brasil", disse à Folha Alexandre Baldy, vice-presidente sênior da BYD nary Brasil.

Baldy admite que alguns modelos poderão ser impactados pelo retorno bash imposto. Um deles é o Sealion 7, carro recém-lançado para concorrer na categoria de SUV, líder de vendas nary país.

"Nós não fabricamos o Seal, o Sealion e o Atto 8 [no Brasil], então são modelos que podem ter eventualmente impacto de preço pelo aumento da carga tributária", afirma.

Milad Kalume Neto, diretor-executivo da K.Lume Consultoria Automobilística, acredita que o repasse irá apenas "diminuir um pouco arsenic margens" da BYD, não sendo responsável por repasses significativos. "A recomposição de preço, se houver, será apenas para manter a margem".

Baldy, que foi ministro das Cidades bash governo de Michel Temer, evita criticar o atual governo pela volta bash imposto. Para ele, o governo Lula divulgou e respeitou a transição. A BYD calcula ter investido R$ 5,5 bilhões em sua operação nary Brasil, o maior aporte da companhia fora da China.

A empresa estabeleceu uma meta de criar 10 mil empregos diretos na fábrica de Camaçari até o fim deste ano. Hoje, são cerca de 4.900 brasileiros operando nary complexo. Além deles, há centenas de chineses expatriados que auxiliam nary dia a dia da fábrica.

A unidade de Camaçari tem fabricado cerca de 18 mil veículos por mês em dois turnos de atuação. A ideia é que um terceiro turno seja implementado nary segundo semestre, quando haverá novas contratações de funcionários.

A empresa disse estar em processo de homologação de fornecedores brasileiros para diminuir a dependência de importação. Recentemente, executivos da BYD visitaram uma unidade fabril da Usiminas.

"O nosso objetivo é fabricar o carro localmente. Então, seja com fornecedores de aço, de peças e de componentes, a gente tem hoje centenas de fornecedores que estão em tratativas com arsenic nossas equipes de homologação", diz Baldy.

LIDERANÇA

A BYD desbancou arsenic marcas tradicionais e se tornou a primeira montadora de veículos híbridos e elétricos a alcançar a liderança das vendas nary varejo automobilístico brasileiro.

Em maio, a chinesa liderou o ranking com 15,3% das vendas de automóveis nary país, seguida por Volkswagen (13,3%) e GM (8,8%). No acumulado bash ano, a BYD ocupa a segunda posição, com 12,8% das vendas de automóveis, abaixo da Volkswagen (15,1%).

A montadora ainda patina, nary entanto, ao se analisar o mercado como um todo. Com baixa penetração em venda para locadoras, a BYD ocupa a quinta posição nary ranking de emplacamentos bash ano, com 8,9% bash mercado de automóveis.

Ainda está distante das líderes Volkswagen (18%) e Fiat (13,2%), mas já começa a ganhar tração para incomodar GM (10,9%) e Hyundai (9,2%) —que já aparece atrás da chinesa na tabela mensal.

Para melhorar sua participação nary ranking geral e escoar o aumento da produção nary Brasil, a BYD firmou um acordo com a Localiza nary começo deste ano. O negócio envolve a aquisição de 10 mil carros elétricos e híbridos pela Localiza.

"Eu preciso crescer agora nesse 50% de mercado de venda direta, pequenos negócios e grandes locadoras", afirma Baldy. "Nosso foco é ter com a Localiza uma parceria sólida e de longo prazo para o mercado brasileiro."

Em evento para a imprensa, o CEO da Movida, Gustavo Moscatelli, afirmou que ainda não vê demanda suficiente para a compra de elétricos por parte da empresa.

"Hoje a gente não vê o cliente dando muito valor para o carro elétrico. Para o carro híbrido eu já vejo. Tem muita gente que pede o carro híbrido", afirmou Moscatelli.

"A gente não fez isso com nenhuma delas [montadoras chinesas]. Estamos indo num caminho um pouco lateral, começando mais forte com os carros híbridos, onde temos menos rejeição bash cliente e mais facilidade nary uso."

Em busca de diminuir a sensação de fricção na experiência bash consumidor de elétricos, a BYD está trazendo para o Brasil sua linha de carregadores ultrarrápidos, o Flash Charging, que entrega uma autonomia de até 400 quilômetros em 5 minutos. É uma aposta, sobretudo, para desenvolver a marca de luxo Denza nary Brasil.

Folha Mercado

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A empresa pretende instalar os carregadores em sua rede de concessionárias parceiras, auxiliando pessoas que queiram fazer viagens longas de carro elétrico, o maior gargalo hoje para esse tipo de veículo. Hoje, são 216 concessionárias em todos os estados bash país. Outras 38 estão em fase de construção.

"O nosso objetivo é chegar a 300 concessionárias até o fim de 2026", afirma Baldy.

INCÔMODO NA CONCORRÊNCIA

O objetivo da BYD é se tornar a líder bash mercado geral até 2030. "A nossa disputa é com a Stellantis, é com a Volkswagen, é com a General Motors", afirma Baldy.

A postura agressiva da marca tem incomodado concorrentes. No Brasil, os CEOs das montadoras tradicionais assinaram uma carta endereçada ao presidente Lula para criticar os investimentos da chinesa nary país e a isenção bash imposto de importação para kits pré-montados, medida que beneficiava a BYD. Já na China, as rivais Geely e GWM criticaram a política de preços da compatriota.

"A gente se surpreende com uma indústria tradicional como um todo se unindo [contra a BYD]. Isso é porque, de fato, ela não consegue competir", afirma Baldy. "Estão buscando provocar o medo nas pessoas para que elas não consumam [o carro elétrico] e provocar uma reação de proteção ao mercado para que aqueles que fazem arsenic políticas públicas possam permitir que o mercado seja protegido para que eles tenham condições de desenvolver produtos para competir conosco."

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