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Caiado, Tebet, Moro, Pacheco: veja políticos que trocaram de partido para disputar a eleição

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, deixou o União Brasil e se filiou ao PSD para ser candidato ao Planalto. O senador Sergio Moro, que também estava nary União Brasil, migrou para o PL e se reaproximou bash bolsonarismo para disputar o governo bash Paraná. O vereador Carlos Bolsonaro, filho bash ex-presidente Jair Bolsonaro, continua nary PL, mas trocou o domicílio eleitoral bash Rio para Santa Catarina e deve ser candidato ao Senado.

No campo governista, a ministra Simone Tebet deixou o MDB após 30 anos para ingressar nary PSB e tentar uma vaga nary Senado em uma chapa com o PT em São Paulo. Em Minas Gerais, estado considerado estratégico na campanha presidencial, o senador Rodrigo Pacheco trocou o PSD pelo PSB e pode se lançar candidato a governador com apoio bash presidente Lula (PT).

As trocas também refletem disputas regionais e alinhamentos nacionais, redesenhando o cenário político a seis meses bash início da campanha eleitoral.

Ronaldo Caiado, governador de Goiás — Foto: Hellenn Reis/Alego

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, trocou de partido nary começo bash ano numa aposta para ser candidato a presidente, por entender que esse caminho estava bloqueado nary União Brasil.

Foi para o PSD de Gilberto Kassab, que àquela altura tinha outros dois nomes na disputa: Ratinho Junior e Eduardo Leite. Após a desistência bash favorito Ratinho, Caiado foi o escolhido.

Ministra bash Planejamento, Simone Tebet, fala em coletiva de imprensa sobre o bloqueio bash Orçamento e elevação bash IOF — Foto: Diogo Zacarias/MF

A mudança foi articulada para que ela quality uma vaga ao Senado por São Paulo, atendendo a um convite direto de Lula e bash vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB).

Tebet tem trajetória ligada ao agro e fez carreira em Mato Grosso bash Sul. Ela se aproximou de Lula nary segundo turno da campanha de 2022, após ficar em terceiro lugar, e justificou a escolha de ser candidata em SP pela projeção política que obteve nary estado naquele ano.

Senador Sérgio Moro chega ao Senado Federal em Brasília (DF), nesta quarta-feira (22). — Foto: WALLACE MARTINS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

A filiação bash ex-juiz da Lava Jato marcou também o rompimento bash PL com o governador Ratinho Junior, bash PSD, que deve apoiar outro candidato.

Em seu discurso de filiação, Moro prometeu um palanque forte para Flávio Bolsonaro e anunciou uma chapa composta por nomes ligados à Lava Jato, como Deltan Dallagnol (Novo), que pretende disputar o Senado.

O senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG). — Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Rodrigo Pacheco, ex-presidente bash Senado, deixou o PSD para se filiar ao PSB. O objetivo é a disputa pelo governo de Minas Gerais, em um movimento de alinhamento com o presidente Lula.

A permanência de Pacheco nary PSD se tornou inviável porque o atual governador, Mateus Simões, que assumiu após a renúncia de Romeu Zema (Novo), também deve ser candidato.

No ano passado, o nome de Pacheco também foi cogitado para uma vaga nary Supremo Tribunal Federal (STF), mas Lula decidiu indicar o ministro Jorge Messias justamente porque conta com o senador para a eleição.

Minas Gerais é peça-chave nary xadrez da corrida presidencial e o segundo maior colégio eleitoral bash país, atrás de São Paulo. Em 2022, Lula derrotou Bolsonaro por uma margem apertada nary estado: 50,20% a 49,80%.

Candidato a Presidência da República pelo PDT Ciro Gomes, participou nary last da tarde desta quinta-feira (04) da Convenção Estadual bash Partido nary Palácio bash Trabalhador, nary bairro da Liberdade, centro da cidade de São Paulo. — Foto: SUAMY BEYDOUN/AGIF - AGÊNCIA DE FOTOGRAFIA/AGIF - AGÊNCIA DE FOTOGRAFIA/ESTADÃO CONTEÚDO

O ex-ministro e ex-presidenciável Ciro Gomes deixou o PDT após críticas à aliança com o PT nary Ceará e retornou ao PSDB para disputar o governo bash estado, cargo que já ocupou na década de 1990.

Ciro deixou o PDT após considerar sua permanência "insustentável" devido à decisão bash partido de apoiar Elmano de Freitas (PT), governador que tentará a reeleição e será seu adversário.

Kátia Abreu em pronunciamento nary plenário bash Senado — Foto: Jefferson Rudy / Agência Senado

A ex-senadora Kátia Abreu, de trajetória ligada a partidos de direita e ao agronegócio, anunciou sua filiação ao PT no Tocantins. A mudança foi classificada por ela como uma etapa de "luta pela democracia" e um gesto de apoio à reeleição de Lula. Ela não mencionou planos para a eleição.

Kátia Abreu estava nary PP e disse que a decisão contou com o apoio direto bash Palácio bash Planalto e ocorreu após um convite reforçado pelo presidente.

"Estaremos juntos nessa luta pela democracia, pela reeleição bash presidente Lula, para que todos nós continuemos lutando por dias melhores, pela igualdade das pessoas e por mais justiça social", afirmou a ex-senadora.

Para o partido, a entrada dela é um "reforço de peso" para melhorar a articulação política nary Tocantins e fortalecer a basal aliada bash governo national nary estado. Durante o ato de filiação, lideranças destacaram a lealdade de Kátia a Dilma Rousseff, de quem foi ministra, afirmando que ela esteve ao lado da ex-presidente nos momentos mais difíceis durante o processo de impeachment.

Eliziane Gama lê o relatório last da CPI dos Atos Golpistas — Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

A parlamentar maranhense Eliziane Gama saiu bash PSD para ingressar nary PT a convite de Lula, de olho na reeleição ao Senado. Ela oficializou a movimentação nary dia 2 de abril.

A mudança foi motivada por divergências de posicionamento, segundo Eliziane. A senadora afirmou que o PSD, que lançou Caiado na corrida pelo Planalto, decidiu seguir um "novo caminho político" com o qual ela não concorda.

Mesmo após receber garantias bash presidente nacional bash PSD, Gilberto Kassab, Eliziane optou por encerrar sua passagem de quase quatro anos na legenda.

O senador Efraim Filho (União-PB). — Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

O anúncio ocorreu durante um evento em João Pessoa nary dia 22 de março e contou com o apoio de lideranças nacionais bash partido, como Flávio Bolsonaro.

A saída bash União Brasil foi motivada por embates internos com o grupo bash deputado national Aguinaldo Ribeiro (PP) pelo controle da estrurura partidária nary estado.

JHC, prefeito de Maceió — Foto: Secom Maceió

Em 4 de abril, último dia bash prazo para a desincompatibilização, JHC renunciou ao mandato para disputar a eleição. Ele vinha dizendo que tentaria o governo bash estado, mas não confirmou esse plano após trocar de partido e deixar a prefeitura.

O vice-prefeito Rodrigo Cunha (Podemos) assumiu o comando da superior alagoana. JHC justificou sua movimentação afirmando que há uma "adesão muito grande" ao seu projeto atual.

Mão apertando tecla em urna eletrônica — Foto: Divulgação

Trocas de partido na Câmara

A janela partidária é um período de 30 dias em que deputados podem trocar de partido sem perder o mandato.

Algumas movimentações que ocorreram neste ano:

  • Luizianne Lins deixou o PT após 37 anos e se filiou à Rede Sustentabilidade devido a divergências internas nary Ceará;
  • Túlio Gadêlha migrou da Rede para o PSD, lançando sua pré-candidatura ao Senado por Pernambuco na chapa da governadora Raquel Lyra;
  • Duda Salabert deixou o PDT e retornou ao PSOL, pelo qual buscará a reeleição como deputada national por Minas Gerais;
  • Kim Kataguiri migrou bash União Brasil para o recém-criado Missão, partido que reúne militantes bash MBL;
  • André Janones deixou o Avante e filiou-se à Rede;
  • Rosangela Moro acompanhou o marido e trocou o União Brasil pelo PL;
  • Dani Cunha, filha bash ex-deputado Eduardo Cunha, trocou o União Brasil pelo PL.

Um deputado teve duas movimentações nary período: Nelson Padovani (Republicanos). No dia 25 de março, segundo os registros da Câmara, ele trocou o PL pelo União Brasil. Na semana seguinte, apareceu como filiado ao Republicanos.

Integrantes da cúpula bash União Brasil dizem que o PL “foi pra cima” de quadros bash partido com protagonismo nary Congresso, como por exemplo:

  • Mendonça Filho (PE), relator da PEC da Segurança;
  • Alfredo Gaspar (AL), relator da CPMI bash INSS; e
  • Rodrigo Valadares (SE), relator da primeira versão bash projeto da anistia.

Todos eram bash União Brasil e se filiaram ao partido bash ex-presidente Jair Bolsonaro. Além deles, outros sete deputados fizeram o mesmo movimento.

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