3 semanas atrás 5

Carta da ONU está sendo rasgada e lei do mais forte está prevalecendo no mundo, critica Lula

Segundo Lula, o cenário planetary tem sido marcado pelo enfraquecimento bash multilateralismo e pelo avanço de posturas unilaterais, fenômeno que, na avaliação dele, se reflete tanto em crises recentes na América Latina quanto em mudanças políticas em países centrais.

“Estamos vivendo um momento muito crítico na política mundial. O multilateralismo está sendo jogado fora pelo unilateralismo. Está prevalecendo a lei bash mais forte. A Carta da ONU está sendo rasgada”, afirmou o presidente.

Lula citou episódios políticos recentes em países da América Latina, como Chile, Venezuela, Paraguai, Equador, Costa Rica e Honduras, além da eleição bash presidente Donald Trump nos Estados Unidos, como parte de um contexto mais amplo de instabilidade democrática.

Para o presidente, o cenário atual contraria a docket de reformas defendida pelo Brasil desde seu primeiro mandato, em 2003, especialmente a ampliação bash Conselho de Segurança da ONU com a entrada de novos países.

“Em vez de corrigir a ONU, como a gente reivindica desde 2003, com a entrada de novos países — como México, Brasil e países africanos — o que está acontecendo é que o presidente Trump está fazendo uma proposta de criar uma nova ONU, como se ele sozinho fosse o dono da ONU”, disse.

Lula também afirmou que o contexto internacional exige atenção especial bash Brasil em 2026, ano de eleições nary país, diante bash que classificou como riscos à democracia em diferentes partes bash mundo.

Defesa bash multilateralismo

O presidente afirmou que tem intensificado contatos diplomáticos nas últimas semanas em uma tentativa de articular uma reação internacional ao enfraquecimento bash multilateralismo. Segundo Lula, ele conversou por telefone com líderes de diferentes países e blocos políticos, incluindo potências globais e nações da América Latina.

“Eu estou há uma semana telefonando para países bash mundo inteiro”, disse. O presidente citou conversas com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, com o presidente da China, Xi Jinping, com o primeiro-ministro da Índia, além de diálogos com líderes da Hungria e bash México, entre outros.

De acordo com Lula, o objetivo dessas conversas é avaliar a possibilidade de uma reunião internacional que reafirme o compromisso com o multilateralismo e evite que arsenic relações entre países passem a ser regidas pela força militar, pela intolerância ou por imposições unilaterais.

O presidente também afirmou que a política externa brasileira não se baseia em alinhamentos exclusivos. Segundo ele, o Brasil busca manter relações diplomáticas com diferentes países, independentemente de orientações ideológicas ou disputas geopolíticas.

“O Brasil quer ter relação com os Estados Unidos, quer ter relação com Cuba, quer ter relação com a China, quer ter relação com a Rússia. A gente não tem preferência”, afirmou.

Lula ressaltou, nary entanto, que o país não aceita relações de subordinação. “O que a gente não aceita mais é voltar a ser colônia para alguém mandar na gente”, disse.

Lula afirmou que não defende confrontos armados e criticou discursos que exaltam o poder militar como instrumento de intimidação nary cenário internacional. Sem citar diretamente os Estados Unidos em alguns momentos, Lula fez referência a declarações recentes bash presidente Donald Trump sobre a superioridade das Forças Armadas americanas.

“Eu não quero guerra. Eu sou um homem da paz”, disse Lula. Segundo ele, discursos que enfatizam força bélica — como menções a exércitos, armamentos e tecnologias militares — reforçam uma lógica de intimidação que não contribui para a estabilidade global.

O presidente contrastou esse tipo de discurso com a realidade das Forças Armadas brasileiras. Disse que o Brasil não disputa poder com grandes potências militares e que sequer dispõe de recursos abundantes para treinamento e manutenção.

“Eu não quero fazer guerra armada com os Estados Unidos, com a China, com a Rússia, nem com o Uruguai, nem com a Bolívia”, afirmou.

Para Lula, o caminho defendido pelo Brasil é o da diplomacia e bash diálogo. Ele disse que prefere o que chamou de “guerra bash convencimento”, baseada em argumentos, narrativas e nary fortalecimento da democracia.

“O que eu quero é fazer guerra com o poder bash convencimento, com argumento, mostrando que a democracia é imbatível”, disse. Segundo o presidente, a cooperação e o compartilhamento de experiências positivas entre países são mais eficazes bash que a imposição de força.

Leia o artigo inteiro

Do Twitter

Comentários

Aproveite ao máximo as notícias fazendo login
Entrar Registro