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Celular com defeito? Veja quando é melhor trocar do que consertar

Consertar um celular pode parecer a solução mais lógica diante de um defeito, mas nem sempre é a opção mais vantajosa para o bolso. Em muitos casos, especialmente fora da garantia, o custo do reparo se aproxima do preço de um aparelho novo — e, em situações mais extremas, pode até ultrapassá-lo. Dependendo da peça danificada, do tempo de uso do aparelho e das tecnologias disponíveis nas gerações mais recentes, insistir no conserto pode representar um investimento com retorno limitado.

Os valores cobrados pelas assistências técnicas ajudam a dimensionar esse cenário. No catálogo da Apple, reparos envolvendo os vidros frontal e traseiro de alguns modelos podem superar a marca dos R$ 4.000. Já em smartphones da Samsung, uma falha relacionada ao touch screen pode exigir um desembolso em torno de R$ 2.147. Diante de cifras tão elevadas, pode ser mais interessante direcionar esse valor para a compra de um aparelho novo. A seguir, o TechTudo reúne situações em que trocar de celular pode fazer mais sentido do que consertá-lo.

 Picture Alliance/Getty Images Reparos caros podem tornar a compra de um novo celular mais vantajosa — Foto: Picture Alliance/Getty Images

Celular com defeito? Veja quando é melhor trocar do que consertar

O TechTudo listou cenários em que a troca do celular pode ser mais vantajosa do que o reparo. Confira, no índice abaixo, os principais assuntos que serão tratados na matéria.

  1. Os defeitos são muito caros de consertar
  2. O celular já parou ou vai parar de receber atualizações em breve
  3. Você está com o armazenamento cheio
  4. Você usa um modelo de entrada
  5. Você já não troca de celular há um bom tempo e tem um orçamento mais folgado

1. Os defeitos são muito caros de consertar

Reparos fora da garantia podem exigir um investimento tão alto que, em muitos casos, a troca do aparelho passa a fazer mais sentido do que o conserto. O iPhone 13, lançado em 2021 e ainda líder entre os celulares usados mais vendidos em 2025, segundo levantamento da OLX, é um exemplo disso. Atualmente, a substituição de sua tela pode custar R$ 2.269.

No caso do Galaxy S22 Ultra, da Samsung, o mesmo reparo chega a R$ 1.838. Embora ambos continuem competitivos em 2026, os valores cobrados por um único componente já representam um gasto considerável para a maioria dos consumidores.

 Reprodução/GettyImages Trocar os vidros de alguns iPhones pode custar mais do que um intermediário premium novo — Foto: Reprodução/GettyImages

A comparação fica ainda mais evidente quando esses custos são colocados lado a lado com smartphones novos disponíveis no mercado. O Poco X8 Pro, lançado em 2026, pode ser encontrado por preços a partir de R$ 2.048 em plataformas de varejo como a Shopee. Ou seja, por uma diferença relativamente pequena é possível adquirir um aparelho novo, com hardware mais moderno, garantia de fábrica e maior expectativa de suporte e atualizações pelos próximos anos.

2. O celular já parou ou vai parar de receber atualizações em breve

Se o celular já parou de receber atualizações ou está prestes a chegar ao fim do suporte oficial, trocar o aparelho pode ser uma decisão mais inteligente do que investir em um reparo caro. Nos últimos anos, as fabricantes passaram a dar mais atenção à longevidade dos smartphones. A Apple, que durante muito tempo liderou esse quesito, hoje disputa espaço com marcas como a Samsung, que já oferece até seis anos de atualizações em modelos mais acessíveis. A Motorola também avançou nesse aspecto e passou a garantir até sete anos de atualizações para modelos premium, como o Signature.

Embora a ausência de novas versões do sistema não torne um celular inutilizável imediatamente, o fim das atualizações de segurança merece atenção. Sem os chamados patches de segurança, qualquer vulnerabilidade descoberta após o encerramento do suporte permanecerá sem correção, aumentando os riscos de invasões, golpes e vazamento de dados. Por isso, quando o aparelho apresenta defeitos e exige um conserto de alto custo, pode valer mais a pena direcionar esse investimento para um modelo mais novo, com suporte ativo e maior expectativa de vida útil.

 Ana Letícia Loubak/TechTudo Motorola amplia suporte e passa a oferecer até sete anos de atualizações em modelos premium — Foto: Ana Letícia Loubak/TechTudo

3. Você está com o armazenamento cheio

Se o armazenamento interno do celular vive no limite, trocar de aparelho pode ser mais vantajoso do que investir em um conserto. A necessidade de espaço cresce a cada ano com a chegada de aplicativos mais complexos, recursos de Inteligência Artificial, fotos e vídeos em resolução cada vez maior e arquivos que ocupam mais memória. Quando a capacidade disponível começa a se esgotar, o impacto no uso diário tende a se tornar cada vez mais perceptível.

Travamentos frequentes, lentidão, notificações constantes para liberar espaço e a necessidade de apagar arquivos ou desinstalar aplicativos são alguns dos sinais mais comuns desse problema. Nesses casos, reparar um defeito físico pode até devolver o funcionamento do hardware, mas não elimina as limitações causadas pela falta de armazenamento. Se o aparelho já não atende às suas necessidades, pode valer mais a pena investir em um modelo com capacidade adequada e maior margem para os próximos anos.

4. Você usa um modelo de entrada

Se você usa um celular de entrada, trocar o aparelho pode ser mais vantajoso do que investir em um conserto caro. Para alcançar preços mais acessíveis, as fabricantes costumam equipar esses modelos com processadores mais simples, menos memória e componentes mais modestos, o que reduz sua longevidade. Por isso, quando surgem defeitos mais sérios após alguns anos de uso, o reparo nem sempre representa um bom investimento, especialmente em aparelhos que já apresentam limitações de desempenho.

A conta pesa ainda mais quando o custo do conserto se aproxima — ou até supera — o valor de um smartphone novo. No catálogo da Samsung, por exemplo, reparar problemas como falhas de sinal ou desligamentos inesperados em um Galaxy A15 5G pode custar R$ 1.499.

Em contrapartida, o Galaxy A17 5G, lançado em 2026, pode ser encontrado por valores a partir de R$ 1.400 no Mercado Livre, oferecendo 8 GB de RAM, 256 GB de armazenamento, câmera com estabilização óptica (OIS) e suporte a atualizações por vários anos. Numa situação como essa, insistir no reparo pode significar gastar mais para continuar com um aparelho inferior.

 Ana Loubak/TechTudo Consertar modelos de entrada, como o Moto G17, pode não ser vantajoso — Foto: Ana Loubak/TechTudo

5. Você já não troca de celular há um bom tempo e tem um orçamento mais folgado

Se você utiliza o mesmo celular há vários anos e dispõe de um orçamento mais confortável, trocar de aparelho pode ser uma alternativa mais interessante do que investir em um reparo. Além de resolver o problema de hardware, a substituição permite acesso a tecnologias mais recentes, melhorias de desempenho, câmeras mais avançadas e novos recursos de software que costumam ficar restritos às gerações mais atuais.

O caso dos iPhones ilustra bem essa situação. Os recursos de IA da Apple, reunidos sob a plataforma Apple Intelligence, são compatíveis apenas com os modelos iPhone 15 Pro, iPhone 15 Pro Max e posteriores. Isso significa que aparelhos mais antigos, embora continuem rápidos e plenamente funcionais para muitas tarefas, não têm acesso a algumas das principais novidades da fabricante. Por isso, quando surge a necessidade de um conserto relevante, pode valer a pena avaliar a troca.

 Reprodução/Shutterstock Recursos inéditos podem justificar a troca de aparelhos mais antigos — Foto: Reprodução/Shutterstock

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