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Chipre assume presidência da União Europeia e Bulgária adota o euro

A presidência cipriota começa em um momento decisivo para Bruxelas, com a guerra da Rússia na Ucrânia entrando em seu quarto ano e a Europa enfrentando desafios geopolíticos que ameaçam a coesão do bloco. Paralelamente, a Bulgária, o país mais pobre e corrupto do bloco, entra na zona do euro.

Esta é a segunda vez que Chipre presidirá o Conselho da União Europeia desde que aderiu ao bloco em 2004.

Além das prioridades apresentadas no programa da presidência cipriota, caberá a este pequeno território dividido a definição da agenda de reunião dos ministros da UE – entre os meses de janeiro e junho – e a liderança nas negociações sobre a legislação do bloco com o Parlamento Europeu.

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Outra questão importante será a formulação de uma resposta em nome da União Europeia ao plano de paz para a Ucrânia defendido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Na área de segurança e defesa, Chipre implementará o Livro Branco sobre a Defesa Europeia e do Roteiro para a Preparação da Defesa até 2030.

As negociações sobre o futuro orçamento da União Europeia, a ser apresentado no Quadro Financeiro Plurianual 2028-2034, também serão um dos principais desafios para o governo de Nicosia.

Presidir o conselho de líderes é uma oportunidade única para Chipre, um dos menores integrantes da UE. Durante seis meses, o país terá sua influência ampliada e poderá moldar a agenda europeia, promovendo seus interesses e sua visão estratégica.

O presidente cipriota, Nikos Christodoulides, deve usar o fato do país estar no comando do bloco europeu para atenuar as tensões e remover os obstáculos de cooperação com a Turquia em troca do apoio de Ancara para a adesão de Chipre à Otan.

50 anos de divisão Há pouco mais de 20 anos, Chipre aderiu à União Europeia, após 42 anos de negociações, tornando Nicosia a única capital dividida do bloco.

A ilha mediterrânea, situada entre a Europa, a Ásia e o Oriente Médio, abriga duas comunidades – cipriota grega e cipriota turca – separadas por uma zona tampão desmilitarizada de quase 180 quilômetros, monitorada pela Força de Manutenção de Paz das Nações Unidas.

A República de Chipre, no sul, é reconhecida pela comunidade internacional, enquanto a autoproclamada República Turca de Chipre do Norte não integra o bloco europeu. 

Em outubro passado, os cipriotas turcos, que querem entrar na União Europeia, foram às urnas e elegeram o líder de esquerda pró-europeu, Tufan Erhürman.

Com uma vitória esmagadora, o candidato de centro-esquerda prometeu abrir caminhos para novas negociações sobre a reunificação da ilha, que está etnicamente dividida entre gregos e turcos há meio século. Segundo analistas, o triunfo de Erhürman oferece “a esperança de paz em Chipre”.

Depois de anos de preparação econômica e controle de riscos financeiros, a Bulgária finalmente entra na zona do euro. Dezenove anos após a adesão do país ao bloco europeu, o euro passa a ser a moeda oficial da Bulgária a partir desta quinta-feira, 1º de janeiro.

Os búlgaros abandonam assim o "lev", criado quando o país se tornou independente do Império Otomano, no final do século XIX, e a versão atual da moeda búlgara foi introduzida em 1995.

A adoção tardia do euro na Bulgária pode ser explicada pelas crises externas como a pandemia de Covid, mas também por causa da corrupção no país.

A menos de um mês, protestos nas ruas da capital Sofia contra as políticas econômicas e falhas no combate à corrupção levaram o governo búlgaro a renunciar. A Bulgária é o país mais pobre da União Europeia e um dos mais corruptos do bloco.

Bandeiras de países da União Europeia na sede do Parlamento Europeu, em Estrasburgo, França — Foto: Antoine Schibler/Unsplash

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