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Governador pró-Rússia em Kherson acusa Ucrânia de matar 24 pessoas em ataque com drones no Ano Novo

O governador nomeado pela Rússia na região sul da Ucrânia de Kherson acusou, nesta quinta-feira (1º), o governo ucraniano de ter matado ao menos 24 pessoas em um ataque com drones contra um hotel e um café onde aconteciam celebrações de Ano Novo.

Vladimir Saldo fez a acusação em uma publicação no aplicativo de mensagens Telegram.

As Forças Armadas da Ucrânia não responderam de imediato a um pedido de comentário enviado por e-mail, e Saldo não apresentou imagens nem outras evidências que permitissem à Reuters confirmar a acusação.

Segundo Saldo, três drones ucranianos atingiram o local das comemorações de Ano Novo em Khorly, uma vila costeira, em um ataque que ele descreveu como “deliberado”.

Agências estatais russas informaram que ao menos 24 pessoas morreram e outras 29 ficaram feridas, com base em informações do braço local do Ministério de Emergências da Rússia.

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Moscou ainda controla cerca de dois terços da região de Kherson, que foi parcialmente retomada pelas forças ucranianas no fim de 2022.

Rússia e Ucrânia têm trocado ataques com drones quase diariamente. Moscou também vem atingindo alvos civis e a infraestrutura energética ucraniana com drones e mísseis, o que tem provocado apagões e falhas no fornecimento de aquecimento em meio às baixas temperaturas do inverno.

Segundo informações, representantes norte-americanos realizaram negociações separadas com os dois lados antes do Ano Novo.

Gerasimov declarou ainda que o presidente Vladimir Putin ordenou a ampliação de uma zona de segurança nas regiões ucranianas de Sumy e Kharkiv ao longo de 2026.

Segundo ele, a medida busca afastar as forças ucranianas da fronteira e criar condições para novos avanços. O militar afirmou que as tropas russas estariam progredindo de forma constante em território ucraniano, avançando cada vez mais sobre as posições locais.

Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, durante visita à cidade de Kherson em 2022 — Foto: Assessoria da presidência ucraniana/via REUTERS

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