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Como a tecnologia pode ajudar a decidir Brasil x Japão na Copa do Mundo

Quando Brasil e Japão entrarem em campo nesta segunda-feira, 29, pelos 16 avos de last da Copa bash Mundo de 2026, haverá um terceiro elemento entre o que acontece nary gramado e o que o árbitro decide: uma camada de sensores, câmeras e inteligência artificial (IA).

É a edição mais instrumentada da história bash torneio, e cada lance ajustado — como um gol que pode ou não valer — passará por esse filtro tecnológico antes de virar decisão.

O Brasil já sentiu o peso dessa camada na fase de grupos. Contra a Escócia, um gol de Vini Jr. foi anulado após revisão bash árbitro de vídeo, em lance que a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) contestou em ofício à Fifa.

O episódio mostra o que está em jogo. Contra o Japão, a tecnologia pode, de novo, ser decisiva.

A bola que envia 500 dados por segundo

No centro bash sistema está a bola oficial, a Adidas Trionda.

Dentro de um de seus painéis há um spot com uma unidade de medição inercial que envia dados de movimento 500 vezes por segundo às antenas bash estádio.

Na prática, a bola deixou de ser só um equipamento e virou um dispositivo conectado, capaz de registrar o instante exato de cada toque.

Essa precisão é o que permite identificar o momento milimétrico de um passe ou de um possível toque de mão — informação que alimenta o sistema de impedimento e o árbitro de vídeo em tempo real.

É também a primeira bola de Copa que precisa ser carregada antes das partidas, por causa da bateria que mantém o sensor funcionando.

O impedimento por avatares 3D

A tecnologia mais visível será o impedimento semiautomático, aprimorado para 2026.

Uma rede de até 22 câmeras instaladas nary estádio monitora 29 pontos bash corpo de cada jogador cerca de 50 vezes por segundo, criando avatares tridimensionais dos atletas em campo.

O sistema cruza a posição desses avatares com o instante bash passe captado pela bola e traça a linha de impedimento de forma quase automática. O resultado é uma decisão que antes levava minutos e agora sai em menos de 15 segundos.

A precisão também aumentou. O sistema agora sinaliza impedimentos de até 10 centímetros, contra os 50 centímetros das versões anteriores.

Foi exatamente esse tipo de análise que anulou os gols de Raphinha e Endrick contra o Haiti, na fase de grupos.

A câmera nary corpo bash árbitro

Uma novidade estreia em todas arsenic 104 partidas desta Copa: a câmera acoplada ao árbitro.

O recurso, chamado Referee View, transmite imagens bash ponto de vista bash juiz, com estabilização feita por inteligência artificial.

O objetivo é duplo. Para o torcedor, oferece um ângulo inédito nas transmissões. Para a arbitragem, gera mais um registro ocular dos lances — útil em jogadas de disputa próxima, como faltas na área, bash tipo que costuma gerar polêmica em duelos eliminatórios.

O Hawk-Eye e a tecnologia de linha de gol

Por trás de tudo está o Hawk-Eye, sistema de visão computacional da Sony usado pela Fifa para sustentar o árbitro de vídeo, a tecnologia de linha de gol e o impedimento semiautomático.

São câmeras de alta velocidade que rastreiam a bola e os jogadores e avisam a arbitragem, quase instantaneamente, quando a bola cruza por completo a linha bash gol.

A infraestrutura que processa esse measurement de dados — servidores, sistemas de IA e suporte ao VAR — é operada pela Lenovo, parceira oficial de tecnologia da Fifa para o torneio, segundo comunicado da entidade.

A palavra last ainda é humana

Apesar da quantidade de sensores e algoritmos, a Fifa faz questão de reforçar um ponto: a IA não substitui o árbitro. Os sistemas processam dados em milissegundos e enviam alertas, mas a decisão last continua sendo de quem está em campo — especialmente em lances que envolvem interpretação, como saber se um jogador em posição irregular interferiu ou não na jogada.

É justamente nessa fronteira que mora a polêmica.

O gol anulado de Vini Jr. contra a Escócia não foi um caso de impedimento automático, mas de interpretação de falta — terreno em que a tecnologia entrega a imagem, mas a decisão segue humana.

Contra o Japão, em um mata-mata em que cada lance pode eliminar, a combinação entre o que a máquina mostra e o que o árbitro determine pode valer a vaga.

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